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Bolsonaro diz que não há Três Poderes, mas que o Judiciário está de um lado e os outros dois de outro

Presidente também pediu ao ministro da Economia para providenciar recursos para o voto impresso. (Foto: Alan Santos/PR)

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta terça-feira (22) que o País não conta com Três Poderes, mas sim uma divisão entre o Judiciário de um lado, e o Executivo e o Legislativo de outro.

Em cerimônia de lançamento do Plano Safra 21/22, Bolsonaro manifestou desejo, ainda, que o Supremo Tribunal Federal confirme a constitucionalidade de projeto que trata da autonomia do Banco Central votado pelo Congresso Nacional.

“Lira, tu faz um trabalho excepcional, Arthur, quem viveu e quem vive hoje com o Parlamento, bem como o nosso colega Rodrigo Pacheco no Senado Federal”, disse Bolsonaro, dirigindo-se ao presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e também fazendo referência ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG).

“A gente vive para o Brasil. E eu costumo sempre dizer, não são 3 Poderes, não, são 2, Arthur. É o Judiciário e nós para o lado de cá, porque nós formamos ‘heteramente’ um casal. E essas decisões que passam por nós todos os 215 milhões de brasileiros são beneficiados.”

O presidente também pediu publicamente ao ministro da Economia, Paulo Guedes, que providencie os recursos necessários para a implementação do voto impresso nas eleições de 2022, caso a PEC que propõe a medida seja aprovada pelo Congresso.

“Pela primeira vez o Paulo Guedes vai cumprir uma ordem minha, porque sempre eu discuto com ele. Paulo Guedes, se passar, você vai arranjar recursos para fazer o voto auditável em 2022”, disse logo após cumprimentar a deputada federal Bia Kicis (PSL-DF), autora do projeto.

O presidente afirmou que a mudança no sistema de voto o tornaria mais “transparência e confiabilidade”. Ele agradeceu à bancada ruralista pela indicação da ministra da Agricultura, Teresa Cristina, a quem responsabilizou pela boa relação comercial com países árabes. “Vale por dez ministros”, elogiou.

Novos atos

Partidos de esquerda e movimentos sociais marcaram para o dia 24 de julho novos atos contra o governo Jair Bolsonaro. Segundo organizadores, a estratégia agora é ampliar a pressão para que o presidente da Câmara abra um pedido de impeachment do presidente. O diagnóstico é de que a adesão aos protestos aumentou, na comparação com o que ocorreu no último sábado (19), em relação à manifestação de maio.

“Queremos forçar a Câmara a instaurar o pedido de impeachment e dar apoio à CPI (da Covid)”, disse coordenador da Central de Movimentos Populares e um dos líderes do movimento, Raimundo Bonfim. As bandeiras principais continuarão sendo o auxílio emergencial de R$ 600, a vacina e o “fora Bolsonaro”.

 

 

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