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Bolsonaro diz que oportunistas que se anunciam como ministros estarão fora de seu eventual governo

Nos bastidores da campanha do PSL se tornou piada dizer que "tirou uma selfie com Bolsonaro virou ministro". (Foto: Fernando Frazão/Agencia Brasil)

Líder das pesquisas de intenção de voto na corrida presidencial, mas em queda segundo o último Datafolha, o candidato Jair Bolsonaro (PSL) criticou, nesta sexta-feira (26), nomes que, segundo ele, vêm se promovendo para um eventual governo. A dois dias da eleição, o presidenciável chamou de “oportunista” quem tem se apresentado como ministro e subiu o tom ao dizer que estes estarão fora do seu time caso chegue ao Palácio do Planalto.

A declaração de Bolsonaro ocorre depois que os deputados federais Alberto Fraga (DEM-DF) e Pauderney Avelino (DEM-AM), após visita ao presidenciável na última terça-feira, darem entrevistas afirmando que poderiam integrar o time do capitão do Exército. Integrantes da “bancada da bala”, eles não estarão na Câmara na próxima legislatura. Fraga perdeu a disputa para o governo do Distrito Federal, e Pauderney não foi reeleito.

“Com o intuito de se promover ou nos desgastar, oportunistas se anunciam ministros. Estes, de antemão, já podem se considerar fora de qualquer possível governo”, publicou Bolsonaro na manhã desta sexta-feira em seu perfil no Twitter.

Bolsonaro voltou a afirmar que apenas três ministros estão garantidos em seu eventual governo: o economista Paulo Guedes para o Ministério da Fazenda, o general Augusto Heleno para a Defesa, e o deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM-RS) como chefe da Casa Civil. O astronauta Marcos Pontes, tenente-coronel da Aeronáutica, que Bolsonaro afirmou que estava “quase confirmado” não foi mencionado. Segundo o presidenciável, outros ainda serão anunciados.

Entrevistas de aliados se declarando convidados para compor um possível governo têm irritado o capitão da reserva do Exército e a cúpula da campanha. Nos bastidores, aliás, se tornou piada dizer que “tirou uma selfie com Bolsonaro virou ministro”.

Os casos mais recentes foram dos deputados Fraga e Pauderney. Após uma visita com parlamentares da ‘bancada da Bala’ ao presidenciável na terça-feira, Fraga declarou ao jornal O Globo que “Bolsonaro o quer como ministro.” Ao receber a “bancada da bala”, o candidato agradece o apoio e, em tom de brincadeira, ‘anuncia’ Fraga como seu coordenador parlamentar, conforme mostra vídeo gravado na ocasião.

“Já anuncio aqui que quem vai coordenar a bancada lá no Planalto vai ser o Fraga”, disse Bolsonaro, emendando uma gargalhada com o grupo. A campanha negou que o convite foi oficial.

Pauderney também deu declarações afirmando que pode compor um eventual governo do capitão da reserva. O parlamentar amazonense gravou um vídeo em que Bolsonaro diz que ele “com toda a certeza” fará parte do governo na intermediação com o Amazonas.

Bolsonaro já desautorizou publicamente outros nomes que estariam cotados para seu possível governo. Entre eles, Henrique Prata, diretor do Hospital do Câncer de Barretos (SP), e presidente da UDR (União Democrática Ruralista), Luiz Antonio Nabhan Garcia, seu principal consultor para o agronegócio. Recentemente, o empresário paulista Fabio Wajngarten concedeu entrevista como cogitado para Secretaria da Comunicação Social.

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