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Bolsonaro disse que, se for eleito presidente, cortará a verba publicitária da TV Globo

O deputado aparece em segundo lugar nas pesquisas de intenção de voto, lideradas pelo ex-presidente Lula. (Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Em um vídeo publicado em seu perfil no Facebook na sexta-feira, o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) afirma que, caso seja eleito presidente, irá reduzir verbas publicitárias para o grupo Globo.
No vídeo, o parlamentar está em frente a seu gabinete na Câmara dos Deputados, no que parece ser uma conversa com jornalistas.

“Continuem fazendo o trabalho sujo de vocês, quem sabe consigam emplacar o Lula em 2018. E daí, vocês vão estar bem. Vão ter como negociar bem a dívida do BNDES, que ele tá prometendo para vocês. Mas tá prometendo também o controle social da mídia. Vocês talvez vão ficar felizes quando todos estiverem escrevendo para o jornal ‘O Granma’. Aquele jornaleco de Cuba que não serve nem para colocar na privada”, disse.

Bolsonaro aparece em segundo lugar nas pesquisas de intenção de voto, lideradas pelo ex-presidente Lula. Na gravação, o deputado diz que irá “fazer justiça” e reduzir a verba publicitária para “O Globo”. Não fica claro se ele se refere apenas ao jornal ou a todos os veículos do grupo.

“Vocês aí têm uma audiência de 40%, do ‘Globo’. Mas pegam 80% da propaganda oficial do governo, que em grande parte, sustenta a mídia. Se eu chegar lá, vou fazer justiça, vão perder metade disso, vão ganhar só 40%”, afirmou.

Na sequência, diz: “Façam matéria pesada sim, bastante, contra mim. Que se eu chegar, não vou perseguir vocês. Vou pagar pra vocês o que vocês merecem”.

Tumulto

Um autodeclarado humorista e apoiador do deputado Jair Bolsonaro causou tumulto no evento convocado pelo grupo PSDB Esquerda Pra Valer para discutir democracia e direitos humanos com a presença de integrantes do PT, PV, PSB e PPS.

Felipe Ferreira, que mantém um canal de vídeos no Youtube com conteúdo de direita e críticas à esquerda, subiu no palco do evento enquanto o ex-ministro Aldo Rebelo (PSB) falava e, vestido de presidiário, fez uma “performance”.

“Que o PT e o PSDB nunca mais voltem a governar este País. Viva a Lava-Jato”, disse ele. A intervenção foi repudiada pela plateia. O deputado Ramalho da Construção (PSDB-SP) chegou a sair do palco para não aparecer ao lado de humorista vestido de presidiário.

Depois de deixar o local, Ferreira disse que é eleitor de Bolsonaro e que estava ali para “representar milhões de brasileiros” inconformados com as denúncias de corrupção.
“Essa onda (conservadora) passa. É mais fruto de desorientação do que de objetivos”, minimizou Rebelo.

O evento, batizado Convergências pela Democracia e Direitos Humanos, tinha como objetivo criar um ambiente de diálogo entre partidos que há décadas se enfrentam nas urnas para buscar unidade, mesmo que pontual, em oposição à onda conservadora que se espalha pelo País.

“Temos que juntar todas as forças porque é tempo de resistência”, disse o deputado estadual Carlos Bezerra Jr. (PSDB), presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de São Paulo.

Além dos tucanos e de Rebelo, participaram do ato o vereador Eduardo Suplicy (PT), o deputado Arnaldo Jardim (PPS), o ex-secretário Eduardo Jorge (PV), entre outros.

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