O presidente Jair Bolsonaro afirmou neste sábado (27) que sua relação com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), está “100%”. Os dois se encontraram em um almoço na casa do ministro Walton Alencar, do TCU (Tribunal de Contas de União). De acordo com Bolsonaro, os dois tiveram uma conversa “maravilhosa”.
“Conversa muito boa, tranquila. Estou namorando o Rodrigo Maia. Conversa maravilhosa com ele”, disse Bolsonaro, que negou problemas no “namoro” com Maia. “Sem problemas. Estamos aí, 100%.”
O presidente disse que a reforma da Previdência não foi tema da conversa, que teria sido “superficial”.
“Também não chegou a tanto. Foi muito superficial, tudo. O momento é (para) dar uma relaxada.”
Durante a tramitação da reforma da Previdência na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), Bolsonaro e Maia trocaram farpas públicas. O presidente foi criticado por Maia por não se empenhar pela reforma. Após a aprovação do texto na CCJ na última quarta, Bolsonaro, em pronunciamento em cadeia nacional de rádio e televisão, elogiou o presidente da Câmara pelo empenho.
Bolsonaro voltou a minimizar a entrevista de Maia ao site “BuzzFeed”, em que o presidente da Câmara criticou dois dos filhos de Bolsonaro, o vereador Carlos Bolsonaro e o deputado federal Eduardo Bolsonaro. Para ele, a entrevista foi “fake”, porque é seu “parceiro”.
“Isso para mim é fake. Não existiu. Rodrigo Maia é meu parceiro.”
Mais cedo, Bolsonaro já havia dito que o que ambos podem fazer juntos “não tem preço”.
“O que nós dois juntos podemos fazer não tem preço. E 208 milhões de pessoas precisam de mim e dele, em grande parte de vocês”, disse Bolsonaro em entrevista a repórteres na manhã deste sábado.
Maia deixou o almoço sem falar com a imprensa.
Propaganda
Bolsonaro voltou a falar sobre a propaganda do Banco do Brasil. Segundo o presidente, o vídeo contrariava a “agenda conservadora” que ele defende, o que não poderia ser feito com dinheiro público.
“O pessoal sabe que eu tive uma agenda conservadora, defendendo a maioria da população brasileira, os seus comportamentos, a sua tradição judaico-cristã. E nós não queremos impedir nada. Mas quem quiser fazer diferente do que a maioria quer, que não faça com verba pública, só isso”, disse o presidente.
