O presidente eleito, Jair Bolsonaro, indicou o deputado federal Osmar Gasparini Terra (MDB-RS) para ocupar a pasta da Cidadania e Ação Social. O ministério será responsável pelo Bolsa Família, pelas secretarias do atual Ministério do Trabalho, Direitos Humanos, hoje com status de ministério, e a Secretaria das Mulheres.
Terra foi ministro de Michel Temer no Desenvolvimento Social e deixou o cargo em abril para concorrer à reeleição na Câmara. O nome dele é uma indicação da bancada social, que reúne parlamentares dessa área, na Casa. A informação foi divulgada pela assessoria do governo de transição na tarde desta quarta-feira (28).
Terra é o 18º ministro anunciado pelo futuro governo Bolsonaro. Durante a campanha eleitoral, afirmou que os atuais 29 ministérios seriam reduzidos para 15. Na terça-feira (28), afirmou que o número de pastas poderia chegar a 20.
Osmar Gasparini Terra
Médico com mestrado em Neurociência, o porto-alegrense Osmar Gasparini Terra, de 68 anos, é deputado federal. Filiado desde 1986 ao MDB, ele foi prefeito de Santa Rosa (1993-1996), secretário de Saúde do Rio Grande do Sul e ministro do Desenvolvimento Social no governo de Michel Temer.
Terra está na Câmara dos Deputados desde 2001, de onde se licenciou para integrar o governo Temer. Ele assumiu a pasta do Desenvolvimento Social em maio de 2016.
O político gaúcho ficou no ministério, responsável pelo programa Bolsa Família, até abril deste ano, quando foi exonerado para disputar a eleição. Na pasta, dedicou-se a combater fraudes no pagamento do benefício.
Também como ministro, Osmar Terra promoveu um pente-fino nas aposentadorias por invalidez e nos auxílios-doença pagos pelo INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).
Futuro ministro do Turismo
Responsável pela transição de governo, o futuro chefe da Casa Civil Onyx Lorenzoni anunciou nesta quarta-feira (28) o deputado Marcelo Álvaro Antônio (PSL-MG) como futuro ministro do Turismo. O anúncio foi feito no CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil) em Brasília, onde funciona o gabinete de transição. O presidente eleito Jair Bolsonaro acompanhou o anúncio de Onyx.
Marcelo Álvaro Antônio
Marcelo Álvaro Antônio tem 44 anos e foi reeleito em outubro para o segundo mandato como deputado federal. Ele conquistou a vaga na Câmara como o candidato mais votado em Minas Gerais, com 230 mil votos.
Nascido em Belo Horizonte, Antônio foi vereador da capital mineira antes de se eleger deputado pela primeira vez, em 2014. O futuro ministro já foi filiado a PRP, MDB, PR e, neste ano, migrou para o PSL, partido de Bolsonaro.
O futuro ministro do Turismo integra a frente parlamentar evangélica no Congresso Nacional. Na Câmara, participou de comissões externas de acompanhamento de ações sobre o vírus da zika e da situação hídrica dos municípios mineiros.
No ano passado, Marcelo Álvaro Antônio votou a favor do prosseguimento da denúncia contra o presidente Michel Temer para o Supremo Tribunal Federal (STF). Em 2016, votou a favor do impeachment de Dilma Rousseff.
Estrutura da pasta
O Ministério do Turismo foi criado em 2003, no governo Luiz Inácio Lula da Silva. Compõem a estrutura da pasta o Embratur (Instituto Brasileiro de Turismo); a Secretaria Nacional de Estruturação do Turismo; e a Secretaria Nacional de Promoção e Qualificação do Turismo. O atual chefe da pasta é Vinicius Lummertz, que assumiu o cargo em abril.
Ministério do Desenvolvimento Regional
Também foi anunciado nesta quarta, o nome de Gustavo Henrique Rigodanzo Canuto para assumir o Ministério do Desenvolvimento Regional. Canuto, servidor efetivo do Ministério do Planejamento, ocupa atualmente o cargo de secretário-executivo do Ministério da Integração Nacional.
O nome de Canuto foi divulgado nas redes sociais por Bolsonaro. A pasta que ele comandará deve abrigar os ministérios de Cidades e da Integração Nacional.
