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O líder do governo na Câmara dos Deputados estreia sob desconfiança e ataques do próprio partido

No seu primeiro mandato, Vitor Hugo (PSL-GO) será responsável por articular a votação de projetos de interesse do governo. (Foto: Reprodução/Facebook)

O líder do governo na Câmara, Major Vitor Hugo, vai inaugurar sua atuação nesta legislatura sob a desconfiança de integrantes do próprio partido. Deputados do PSL já esboçam uma rebelião contra o nome escolhido por Jair Bolsonaro e buscam o apoio de integrantes do Planalto para minar sua influência. A ala da sigla que tenta criar clima para enfrentamento atribui a Vitor Hugo articulação para impedir que o delegado Waldir (PSL-GO) assumisse a liderança da sigla na Casa. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.

A indisposição de parte da legenda de Bolsonaro com o líder do governo se soma a uma série de pequenos desentendimentos que fizeram do descompasso uma das marcas do PSL desde a formação de sua numerosa bancada na Câmara.

A ala do partido que se indispôs com Vitor Hugo também vê digitais do líder do governo na dissidência interna que levou o presidente do PSL, Luciano Bivar (PE), a disputar o segundo turno da eleição para a Mesa Diretora contra um integrante da própria sigla – Bivar venceu, mas por uma margem apertada: 14 votos.

Um grupo de deputados do partido diz que a ingerência de Vitor Hugo em decisões do PSL despertou antipatias e questionamentos. A ideia de parlamentares e pessoas próximas a Bolsonaro é provocar, mais cedo ou mais tarde, uma mudança na liderança do governo.

Escolha

O presidente Jair Bolsonaro formalizou nesta segunda-feira (4) a indicação do deputado federal Major Vitor Hugo (PSL-GO) como líder do governo na Câmara dos Deputados. A escolha foi oficializada por meio de mensagem enviada ao Congresso Nacional, publicada no Diário Oficial da União. O nome do parlamentar já havia sido anunciado pelo presidente em janeiro.

No seu primeiro mandato, Vitor Hugo será o responsável por articular a votação de projetos de interesse do governo, como a reforma previdenciária, considerada a prioridade na agenda econômica do presidente. O deputado é egresso da Aman (Academia Militar de Agulhas Negras), como Bolsonaro, e é próximo do presidente por ter sido consultor legislativo na Câmara de 2015 até sua eleição, na área de segurança pública e defesa.

A indicação de Vitor Hugo tem também a ver com uma “dívida” de Bolsonaro com o aliado, que se sentiu preterido quando o presidente deu ao Delegado Waldir, atual líder da bancada na Câmara, a presidência do PSL em Goiás. Na avaliação de aliados do presidente, o nome do major tem força por se tratar de um “meio termo” entre os parlamentares reeleitos e novatos do PSL, além de ele ter experiência como servidor concursado sobre regimento e funcionamento da Casa.

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