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Bolsonaro reforça que Correios serão privatizados

(Foto: Reprodução)

O presidente Jair Bolsonaro reafirmou para a revista Veja que os Correios serão privatizados. De acordo com o presidente, “não tem outro caminho” a não ser a privatização. Bolsonaro ainda comentou que os Correios foram destruídos pelos governos do PT (Partido dos Trabalhadores) ao quebrar o fundo de pensão da estatal.

Enquanto isso, o general Juarez Aparecido Cunha, que é presidente dos Correios, não quis comentar sobre o processo de privatização tocado pelo Ministério da Economia: “Isso não nos preocupa”, afirmou ao TeleSíntese. “O que nós temos que fazer enquanto Correios é trabalhar, é recuperar a empresa, sanar os problemas que ela tem de épocas passadas”, concluiu o general. Apesar de não entregar mais detalhes, o presidente Jair Bolsonaro ainda disse em entrevista que outras estatais seguirão o caminho dos Correios e também serão privatizadas.

Quando perguntado o que faria após a aprovação da reforma da Previdência, Bolsonaro respondeu o seguinte: “Vamos partir para a reforma tributária e para as privatizações. Já dei sinal verde para privatizar os Correios. A orientação é que a gente explique por que é necessário privatizar. No caso dos Correios, o PT destruiu a empresa. A bandalheira era tão grande que o fundo de pensão dos funcionários, que hoje está quebrado, fez investimentos em papéis da Venezuela. Com que interesse? Pelo amor de Deus! Então, temos de mostrar à opinião pública que não tem outro caminho a não ser privatizar os Correios. Será assim com outras estatais. Há muitos cabides de emprego dentro do governo”.

Regras na CNH

Bolsonaro já avisou a alguns deputados a intenção de ir pessoalmente à Câmara dos Deputados nesta terça-feira (04) para entregar o projeto de lei que altera regras relacionadas à CNH (Carteira Nacional de Habilitação). A entrega está prevista para as 11h30min.

Na avaliação de parlamentares, o gesto mostra que o presidente tenta melhorar a relação com o Congresso Nacional. Na semana passada, Bolsonaro esteve na Câmara para acompanhar a sessão em homenagem ao humorista Carlos Alberto de Nóbrega.

Nesta segunda-feira (03), o porta-voz do governo, Otávio Rêgo Barros, afirmou que, antes de decidir enviar o projeto à Câmara, Bolsonaro conversou com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), sobre se seria melhor enviar um projeto ou uma MP (medida provisória). Aconselhado por Maia, acrescentou o porta-voz, Bolsonaro decidiu enviar um projeto de lei.

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