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Bolsonaro reitera que nomeará um nome “terrivelmente evangélico” para o cargo de ministro do Supremo

O presidente criticou ainda a indústria farmacêutica e disse que será o último brasileiro a tomar uma vacina contra o coronavírus. (Foto: Reprodução/ Facebook)

A um grupo de apoiadores evangélicos no Palácio da Alvorada, na manhã deste sábado (8), o presidente Bolsonaro voltou a defender a hidroxicloroquina no tratamento da covid. O remédio, indicado para malária e doenças autoimunes, já se mostrou ineficaz contra o coronavírus em estudos científicos. Os participantes oraram pelo mandatário. Após o ato, ele abordou alguns assuntos na live transmitida pelas redes sociais.

Bolsonaro também afirmou que pretende pedir a investigação das mortes ocorridas em Manaus, pela suposta superdosagem de hidroxicloroquina, em tratamentos profiláticos.

“Quem indica vagas para o Supremo Tribunal Federal (STF) passa por mim. A palavra final não é minha, é do Senado Federal, tem uma sabatina lá. Mas vocês sabem que o dia 5 de julho, 4 de julho, vai ter um terrivelmente evangélico”, disse Bolsonaro na conversa, em transmissão ao vivo pelo seu Facebook.

“Tem um cotado aí, por enquanto é ele, mas não tá batido o martelo ainda. Imagina o STF começando a sessão com orações por parte desse ministro?”, comenta o presidente. Um dos nomes cotados, para ser nomeado por Bolsonaro, a vaga na corte é o do ministro-chefe da Advocacia-Geral da União (AGU), André Mendonça, que também é pastor da Igreja Presbiteriana Esperança, em Brasília.

“Somos minoria na CPI, mas deram uma dose quadrupla em irmãos nossos por lá que entraram em óbito, já temos os nomes das pessoas que participaram dessa experiência e queremos explicações, qualquer remédio que derem em excesso faz mal”, afirma.

O presidente também disse que vai ser o último a tomar vacina, em um gesto altruísta: “Quem quiser tomar na frente que tome”.

Bolsonaro criticou o foco da Comissão Parlamentar de Inquéritos (CPI) da covid, no Senado, sobre a hidroxicloroquina e disse que fará um vídeo com ministros para defender o uso do medicamento contra o coronavírus.

“A gente vai fazer nesta semana um vídeo com os 22 ministros e todos que tomaram hidroxicloroquina vão dizer: eu tomei”, disse aos apoiadores.

Sem usar máscara, o presidente criticou ainda a indústria farmacêutica e disse que será o último brasileiro a tomar uma vacina contra o coronavírus.

“A indústria farmacêutica, como regra, visa o dinheiro e remédio barato não tem vez. Estamos aí com a vacina, ela está sendo aplicada no Brasil. Eu vou ser o último a tomar”, afirmou Bolsonaro.

Apesar das recomendações, inclusive do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, no intuito de evitar aglomerações para conter a disseminação do coronavírus, Bolsonaro ficou mais de 27 minutos falando aos apoiadores.

No domingo (9), Dia das Mães, o presidente anunciou que fará um passeio de motocicleta pela capital federal, Brasília, em homenagem à data comemorativa.

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