Nesta terça-feira, Jair Bolsonaro estará no Congresso Nacional pela primeira vez desde que se elegeu presidente da República. Ele ainda é deputado federal pelo PSL, mas deixou de comparecer à Câmara após receber uma facada durante ato de campanha no dia 6 de setembro, em Juiz de Fora (MG).
O motivo de sua ida a Brasília é a participação em uma cerimônia que celebrará os 30 anos de promulgação da Constituição Federal. O esquema preparado na sede do Legislativo é similar ao que será utilizado na posse de Bolsonaro no Palácio do Planalto, no dia 1º de janeiro, com acesso restrito à imprensa e reforço nas medidas e agentes de segurança.
De acordo com a assessoria do Parlamento, o político do PSL confirmou a sua participação no evento. Também estarão presentes o presidente Michel Temer e a procuradora-geral da República Raquel Dodge, além dos presidentes do Senado, Eunício Oliviera (PMDB-CE), da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Dias Toffoli.
Roteiro de segurança
De acordo com fontes ligadas ao Congresso, as medidas preventivas incluem a entrada do presidente eleito pela chapelaria da Câmara dos Deputados, a fim de ser recepcionado no gabinete pelo presidente do Senado. Em seguida, as autoridades depois seguirão para o plenário da Câmara. Já os jornalistas ficarão restritos aos corredores e galerias da Casa, sem ter acesso direto a Bolsonaro e demais autoridades.
Jair Bolsonaro desembarca em Brasília nesta segunda-feira (o horário não foi confirmado) e logo já deve se reunir com Michel Temer, provavelmente no Palácio do Jaburu. Também está prevista no roteiro uma visita ao presidente do Supremo Tribunal Federal.
Alfaiate
Na manhã dessa sexta-feira, Bolsonaro recebeu em sua casa na Barra da Tijuca o alfaiate Santino Gonçalves, para tirar as medidas do terno que será confeccionado para a posse presidencial, dentro de um mês. Santino tem ateliê em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Ele disse que foi apresentado a Bolsonaro pelo cabeleireiro do presidente eleito. Ainda de acordo com o alfaiate, Bolsonaro pediu terno azul marinho e camisa branca.
“É a primeira vez que tenho contato com o presidente. Vim trazido pelo Max, que já corta o cabelo dele desde que ele entrou para a política. Ele pediu um termo clássico, azul marinho, de tecido italiano, fio 150. A camisa vai ser branca e a gravata é surpresa”, disse o alfaiate, que voltará para tirar novas medidas depois que o presidente retirar a bolsa de colostomia.
Bolsonaro aproveitou a manhã também para cortar o cabelo. Ele recebeu o cabeleireiro Maxwell Gerbatim, paraquedista da reserva. O profissional contou que cuida do cabelo do presidente eleito desde o início dele na política. “Isso tem muitos anos, desde que ele era vereador”, contou Maxwell. “De vez em quando, ele ia a Madureira para cortar o cabelo comigo. Viemos aqui dar um presente para o presidente.”
