O presidente Jair Bolsonaro sugeriu nesta sexta-feira (08) que um repórter “fizesse cocô dia sim, dia não” para melhorar a preservação do meio ambiente.
“É só você deixar de comer menos um pouquinho. Você fala para mim em poluição ambiental. É só você fazer cocô dia sim, dia não, que melhora bastante a nossa vida também. Agora, o mundo, quando eu falei que cresce mais de 70 milhões por ano, precisa de uma política de planejamento familiar. Não é controle não, você vai ler na capa da Folha amanhã que eu estou dizendo que tem que ter controle de natalidade”, declarou o presidente ao sair do Palácio da Alvorada, em Brasília.
A declaração foi dada em resposta a uma pergunta sobre como o presidente acredita que é possível conciliar preservação ambiental ao crescimento econômico.
Bolsonaro também defendeu o planejamento familiar para que haja uma diminuição da população na Terra e, com isso, menos poluição. O presidente disse que a quantidade de filhos de uma família é inversamente proporcional à formação cultural dos pais. Pai de cinco filhos, ele se apresentou como “exceção”. “Você olha que as pessoas que têm mais cultura, têm menos filhos. Eu sou uma exceção à regra, tenho cinco. Mas como regra é isso.”
O presidente defendeu o agronegócio e disse que as críticas às políticas do seu governo são, em parte, fruto de propaganda errada. “E por outro lado, há a propaganda negativa. Chamam a ministra Tereza Cristina de a ‘Rainha do Veneno’. Porque, por trabalho dela também junto com a Câmara, liberamos mais uma centena de produtos que vão fazer bem para o agronegócio, deixando para trás outros tipos de combate a pragas no campo. Estamos evoluindo. Por que essa pressão agora? É a guerra comercial. Por que a pressão enorme sobre a Amazônia? Porque eles querem a Amazônia, pô. Ninguém chama uma menina de feia se ela não é bonita”, disse Bolsonaro.
Preservação
A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, afirmou não acreditar em “sustentabilidade e preservação ambiental com miséria” e defendeu que produtores rurais sejam recompensados pelas áreas que conservarem.
“Onde tem miséria você não vai preservar”, disse em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo no mês passado. Ela reconheceu que o Brasil tem uma imagem ruim no exterior sobre preservação ambiental e argumentou que, muitas vezes, o setor agrícola europeu usa isso como justificativa para proteger os seus produtores rurais de mercadorias brasileiras.
