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Bolsonaro teve picos de pressão alta durante a semana, diz boletim médico

Ainda conforme o documento, o ex-presidente também sofre sequelas da pneumonia diagnosticada em março deste ano. (Foto: Antonio Augusto/STF)

O ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou episódios de elevação da pressão arterial nos últimos dias, segundo informações divulgadas pelo cardiologista Brasil Ramos Caiado em relatório médico encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF). O documento foi apresentado como parte das exigências estabelecidas para a continuidade da prisão domiciliar do ex-presidente. De acordo com o relatório, a equipe médica precisou utilizar doses adicionais de medicamentos para controlar os chamados “picos hipertensivos moderados”.

Os relatórios médicos de Bolsonaro são enviados semanalmente ao ministro Alexandre de Moraes, relator da execução penal do ex-presidente no STF. No documento divulgado nessa sexta-feira (26), os médicos informaram que decidiram manter o tratamento utilizado para controlar os episódios de soluço dentro dos limites considerados seguros para o quadro clínico.

Apesar da continuidade da medicação, a equipe responsável pelo acompanhamento médico registrou alguns efeitos colaterais associados ao tratamento. Entre eles estão a ocorrência de sonolência durante o dia e episódios de desequilíbrio físico. Segundo os profissionais, os sintomas estão relacionados aos medicamentos utilizados para conter os soluços persistentes apresentados pelo ex-presidente.

O relatório também aponta que Bolsonaro ainda apresenta consequências relacionadas à pneumonia diagnosticada em março deste ano. No documento, Brasil Ramos Caiado descreveu a situação clínica do ex-presidente: “Ausculta cardíaca normal, ausculta pulmonar com alteração residual na base do pulmão esquerdo”. A avaliação apresentada nesta semana indica um cenário menos positivo em comparação com o boletim anterior, quando os médicos haviam relatado melhora na disposição física e redução na frequência dos episódios de soluço.

Bolsonaro está em prisão domiciliar desde uma decisão judicial que levou em consideração questões relacionadas ao seu estado de saúde. O ex-presidente aguarda uma manifestação do ministro Alexandre de Moraes sobre a possibilidade de prorrogação da medida. O prazo inicialmente estabelecido para a prisão domiciliar terminou na quinta-feira (25).

Antes do fim do período determinado, Moraes já avaliava a possibilidade de ampliar a medida por mais 90 dias. No entanto, a apreensão de uma arma pertencente a Bolsonaro, encontrada com um dos seus seguranças durante uma blitz, passou a ser considerada um novo elemento no processo e trouxe questionamentos no Supremo Tribunal Federal.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou no caso e avaliou que a apreensão da arma, por si só, não caracteriza uma falta disciplinar cometida pelo ex-presidente. O procurador-geral Paulo Gonet Branco afirmou que é necessário aguardar a conclusão das investigações relacionadas ao episódio antes de apresentar uma posição definitiva sobre a continuidade ou não da prisão domiciliar.

A análise sobre a situação de Bolsonaro deverá considerar tanto os relatórios médicos enviados pela equipe responsável pelo acompanhamento de sua saúde quanto os demais elementos que fazem parte da execução penal em andamento no Supremo Tribunal Federal. (Com informações do portal O Tempo)

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