O porta-voz da Presidência da República, Otávio do Rêgo Barros, evitou cravar nesta sexta-feira (8) uma data para a alta do presidente Jair Bolsonaro, embora tenha reconhecido que a saúde dele está melhorando. De acordo com Rêgo Barros, o presidente vai ser tratado com antibióticos por mais seis dias. “Ao ser agregado um novo antibiótico, são sete dias a mais, a partir da primeira administração, que foi ontem”, explicou.
Bolsonaro foi diagnosticado com pneumonia na quarta-feira (6), por meio de exames laboratoriais e de imagem. Na quinta-feira (7), ao Broadcast Político (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), o médico Antonio Luiz Macedo admitiu que o presidente iria ficar mais, pelo menos, “cinco a sete dias” no hospital.
Boletim
O presidente Jair Bolsonaro retirou o dreno colocado no seu abdômen e a sonda nasogástrica, segundo o boletim médico divulgado na tarde desta sexta pelo Hospital Albert Einstein. Ele segue tomando antibióticos para combater uma pneumonia bacteriana e tem as visitas restritas.
“O excelentíssimo Presidente da República, Jair Bolsonaro, permanece internado na Unidade Semi-Intensiva do Hospital Israelita Albert Einstein. Apresentou boa evolução clínica nas últimas 24 horas, continua estável, afebril e sem dor. Não tem disfunções orgânicas e houve melhora dos exames laboratoriais. O dreno colocado no seu abdome, há quatro dias, foi retirado hoje pela equipe da radiologia intervencionista. Devido à melhora do quadro intestinal e boa aceitação da dieta líquida, a sonda nasogástrica foi retirada. Permanece com os antibióticos e nutrição parenteral. Estão sendo mantidas as medidas de prevenção de trombose venosa, sendo realizados exercícios respiratórios, de fortalecimento muscular e períodos de caminhada fora do quarto. Por ordem médica, as visitas permanecem restritas”, diz o boletim.
Bolsonaro postou na manhã desta sexta, em sua conta no Twitter, uma foto segurando uma colher com gelatina em seu quarto. O presidente disse que voltou a se alimentar pela primeira vez desde cirurgia: “Nas últimas horas tive o prazer de voltar a comer. Ontem pela noite um caldo de carne e hoje uma boa gelatina. Estou feliz, apesar de não ser aquele pão com leite condensado kkkk. Bom dia a todos!”.
Esta é a primeira vez que o presidente recebe alimento. Bolsonaro vinha recebendo líquidos por via oral em associação à nutrição parenteral.
Segundo a assessoria da Presidência, Bolsonaro recebeu nesta sexta a visita de um dos seus filhos, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), e mais tarde recebeu no hospital o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas e o subchefe de Assuntos Jurídicos da Casa Civil da Presidência da República, Jorge Oliveira.
