Durante evento no Pará nesta sexta-feira (18), o presidente Jair Bolsonaro repetiu que a Constituição Federal garante o direito de ir e vir, ao trabalho e também a “liberdade de culto”, justificativa que costuma utilizar para classificar de ilegais as medidas adotadas por governadores para reduzir o contágio por coronavírus.
Ele também estava sem máscara, contrariando uma das medidas preconizadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) no que se refere à pandemia.
“Lamento que muitos governadores usurparam isso e fecharam o comércio, obrigaram o povo a ficar em casa, decretaram lockdown e também toque de recolher. Essas atitudes além de não recomendáveis obviamente atingem a dignidade da pessoa humana”, declarou.
Desde o início da pandemia, o presidente tem atacado repetidamente governadores e prefeitos que adotam medidas restritivas a atividades e circulação de pessoas, consideradas por especialistas uma das maneiras mais eficazes para reduzir a propagação do vírus.
As novas críticas de Bolsonaro foram feitas às vésperas de o Brasil atingir a marca de 500 mil mortos por coronavírus, segundo maior número de óbitos no mundo, perdendo apenas para os Estados Unidos.
