O presidente de Botsuana, Mokgweetsi Masisi, e a empresa Debswana, que extrai pedras preciosas no país, anunciaram a descoberta do terceiro maior diamante do mundo, com 1.098 quilates. Ele mede 7,3 cm de comprimento, 5,2 cm de largura e 2,7 cm de espessura e ainda não ganhou um nome.
A pedra foi encontrada em 1º de junho na mina Jwaneng e exibida à imprensa na capital Gaborone na quarta-feira (16).
O maior diamante conhecido do mundo é o “Cullinan”, de mais de 3.100 quilates, que foi encontrado na África do Sul em 1905.
O segundo maior, de 1.109 quilates, foi encontrado em 2015 na mina de Karowe, nordeste de Botsuana, que é maior produtor africano de diamantes.
“É o maior diamante já encontrado pela Debswana em sua história de mais de 50 anos de operação”, afirmou Lynette Armstrong, diretora-gerente da Debswana Diamond Company, ao exibir a pedra ao presidente.
A Debswana é uma empresa do governo de Botsuana e da De Beers, que pertence à mineradora Anglo American.
Diamantes e pandemia
O ministro de Minerais do país, Lefoko Moagi, disse que a descoberta da pedra não poderia ter acontecido em melhor hora, porque a pandemia de covid-19 atingiu as vendas de diamantes em 2020.
A produção da empresa caiu 29% no ano passado (para 16,6 milhões de quilates) e as vendas caíram 30% (para US $ 2,1 bilhões), com o impacto tanto na produção quanto na demanda.
Neste ano, a Debswana planeja aumentar a sua produção em até 38% (para 23 milhões de quilates, nível pré-pandemia), à medida que o mercado global de diamantes se recupera com a redução das restrições de viagens e a reabertura de joalherias.
O governo de Botsuana recebe até 80% da receita das vendas de Debswana por meio de dividendos, royalties e impostos.
Pergaminho
O chamado “Pergaminho de Arare”, do século 18, tornou-se uma das obras de arte chinesas mais caras a serem vendidas em um leilão. A obra de arte de 18,6 metros de comprimento alcançou 414 milhões de yuans (quase R$ 330 milhões) quando foi vendida em Pequim, capital do país asiático.
A obra é de Xu Yang, que foi recrutado como pintor da corte pelo imperador Qianlong na década de 1750. Ele retrata cenas em Pequim durante as consequências de campanhas militares para consolidar o poder do imperador no oeste da China – conflitos que mais tarde formariam parte de suas chamadas “Dez Grandes Campanhas”.
Embora muitas vezes intitulado “Estabelecendo as Regiões Ocidentais e Apresentando Prisioneiros”, a obra simplesmente recebeu o nome em inglês de “Figura” pela Poly Auction, a casa de leilões em Pequim, responsável pela venda.
O detalhado pergaminho começa no Portão Zhengyang de Pequim e passa pela Praça Tiananmen, com os residentes da cidade retratados ao lado de filas de guardas e porta-bandeiras. A cena termina na entrada da Cidade Proibida onde a obra de arte foi montada, de acordo com a Poly Auction.
A obra de arte foi encomendada pelo imperador Qianlong para marcar seu sucesso em reprimir vários levantes, incluindo a destruição de Dzungar Khanate, um império nômade que já cobriu partes da Ásia Central e a atual região chinesa de Xinjiang.
O pergaminho já havia quebrado o recorde de leilões de arte clássica chinesa quando arrecadou 134 milhões de yuans (R$ 106 milhões) em 2009, segundo a mídia estatal. É agora a terceira obra clássica chinesa mais cara a ir para o martelo, confirmou um porta-voz da Poly Auction, com o recorde atual de “Ten Views of a Lingbi Rock”, de Wu Bin, vendido por 512,9 milhões de yuans (R$ 406 milhões), ano passado.
Vindo de Suzhou, uma cidade a oeste de Xangai, Xu era conhecido por retratar momentos-chave da história imperial, bem como da vida urbana na China, embora seu senso de perspectiva e figuração fossem influenciados pela arte europeia. A coleção permanente do Metropolitan Museum of Art contém alguns dos 12 pergaminhos que Xu produziu para marcar uma das famosas viagens do Imperador Qianlong ao sul da China.
