O governo Lula avalia anular a isenção de visto a turistas dos Estados Unidos, do Canadá, da Austrália e do Japão, concedida unilateralmente pelo presidente Jair Bolsonaro em 2019. Antes de tomar uma decisão final, o Itamaraty realizará consultas com os quatro países, para saber se existe a disposição de oferecer o mesmo benefício a cidadãos brasileiros.
Segundo um interlocutor que acompanha as discussões em Brasília, a ideia é retornar a um dos princípios básicos da diplomacia, que é a reciprocidade. O governo também verifica se houve aumento expressivo do ingresso de turistas desses países para o Brasil e quanto gastaram internamente.
A medida não foi tratada, no último dia 10, no encontro entre os presidentes Joe Biden e Lula, em Washington. A avaliação no governo brasileiro era que “o nível [do encontro] não era apropriado e havia outras prioridades a serem discutidas” na reunião bilateral.
Quando o documento foi dispensado, Bolsonaro alegou que a medida incentivaria a geração de emprego e renda no Brasil. Na época, o Ministério do Turismo informou que a intenção do governo brasileiro era chegar a 12 milhões de turistas por ano até 2022, praticamente dobrando o número de visitantes.
O período mais intenso da pandemia de Covid-19, em 2020 e 2021, é levado em conta no balanço dos últimos anos. As consultas formais e bilaterais a cada um dos quatro países começam em breve, disse uma fonte.
Viagem
Ao voltar da viagem aos Estados Unidos, Lula fez comentários sobre a visita: “Retorno ao Brasil depois de um ótimo encontro com o presidente Joe Biden, nos EUA. Estamos voltando a estabelecer parcerias importantes para o cuidado com nosso meio ambiente e na defesa da democracia. O Brasil está de volta ao debate mundial”.
Lula classificou como “ótimo” o encontro com Biden. “Estamos voltando a estabelecer parcerias importantes para o cuidado com nosso meio ambiente e na defesa da democracia. O Brasil está de volta ao debate mundial”, escreveu o presidente.
O chefe do Executivo repetiu comentário feito após se reunir com o presidente dos Estados Unidos. Na ocasião, ele ressaltou a importância da relação entre ambos os países no âmbito econômico, político e cultural, dizendo ter tratado sobre interesses das nações “tanto no campo da igualdade social, racial, quanto no campo da democracia, energia limpa, questão climática e fortalecimento da democracia”.
“Nossas equipes vão continuar conversando em todas as áreas para que a gente possa ter uma evolução muito importante para Brasil e Estados Unidos”, informou. As informações são do jornal O Globo.
