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Brasil entra para grupo dos 15 países com maior geração de energia solar

Desde 2012, a energia solar atraiu R$ 52,7 bilhões em novos investimentos. (Foto: Reprodução)

O Brasil ultrapassou a marca histórica de 10 gigawatts (GW) de potência operacional da fonte solar fotovoltaica, em usinas de grande porte e em pequenos e médios sistemas instalados em telhados, fachadas e terrenos, informou a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar).

“Somados, os sistemas fotovoltaicos representam mais de 70% da potência da usina hidrelétrica de Itaipu, segunda maior do mundo e maior da América Latina. Isso reforça o papel estratégico da tecnologia no suprimento de eletricidade no País, fundamental para a retomada do crescimento econômico nacional”, disse a entidade em nota.

Com a marca, o País passa a fazer parte dos 15 países com maior capacidade de geração solar instalada, lista liderada pela China (253,8 GW), seguida pelos Estados Unidos (73,8 GW) e Japão (68,6 GW). O Brasil é o único país da América Latina no Top 15, elaborado pela Agência Internacional parta Energia Renováveis (Irena).

Desde 2012, a energia solar atraiu R$ 52,7 bilhões em novos investimentos, gerou 300 mil empregos e evitou a emissão de 10,7 milhões de toneladas de CO2 na geração de eletricidade, e tudo isso sendo a fonte de energia renovável mais barata do país.

Segundo o CEO da Absolar, Rodrigo Sauaia, “as usinas solares de grande porte geram eletricidade a preços até 10 vezes menores do que as termelétricas fósseis emergenciais ou que a energia elétrica importada de países vizinhos, atualmente, duas das principais responsáveis pelo aumento tarifário sobre os consumidores”.

O Brasil possui 3,5 GW de potência instalada em usinas solares fotovoltaicas, o equivalente a 1,9% da matriz elétrica do país, e recentemente ultrapassou a potência instalada de termelétricas movidas a petróleo e outros fósseis. Atualmente, as usinas solares de grande porte são a sétima maior fonte de geração do país.

Projeto

A Câmara dos Deputados aprovou na última semana o marco legal da geração distribuída. Com ele, passa a haver uma regulamentação legal para mini e microgeradores, como os de energia solar, e há a previsão do fim gradual das isenções de tarifas. O projeto segue agora para discussão no Senado.

O sistema de geração distribuída, para quem não sabe, é aquele em que o consumidor tem uma fonte de energia própria (geralmente solar) conectada à rede de distribuição elétrica. A energia gerada em excesso pode ser usada para abastecer a rede, e a rede pode abastecer a unidade quando o gerador próprio não atende a demanda. A energia fornecida gera créditos, que podem ser usados para reduzir o valor das contas de luz.

Atualmente, esses consumidores não pagam tarifas sobre uso da rede elétrica, nem encargos, nem bandeiras tarifárias. A única cobrança é a da taxa de iluminação pública.

Além disso, a geração distribuída de energia não tem ainda uma regulamentação própria. Até agora, valem as resoluções normativas da Agência Nacional de Energia Elétrica.

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