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Brasil fica em quinto lugar no ranking das economias que mais cresceram no mundo

País vai ultrapassar o Canadá e entrar, de novo, na lista do top 10. (Foto: Reprodução)

Com o crescimento de 1,4% no Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre de 2025, o Brasil conquistou a quinta colocação em um ranking global de crescimento econômico, elaborado pela empresa de classificação de risco Austin Rating. O levantamento considera 61 países que já divulgaram seus resultados. A comparação é com o mesmo trimestre do ano passado.

O desempenho do País foi impulsionado pela agropecuária, que cresceu 12,2% nos três primeiros meses. Os dados foram divulgados na sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foi o segundo melhor resultado trimestral do setor, atrás apenas dos 13,8% registrados no início de 2023.

Na liderança do ranking está a Irlanda, com crescimento de 3,2%, seguida por Islândia (2,7%), Hong Kong (1,9%) e Taiwan (1,8%). Completam o top 10: Chipre (1,3%), China e Filipinas (ambas com 1,2%), Turquia (1%), Arábia Saudita (0,9%) e Israel (0,8%).

Entre as grandes economias, os Estados Unidos registraram retração de 0,2%, mesmo desempenho observado no Japão e na Coreia do Sul. O Brasil foi o único país da América Latina a figurar entre os dez primeiros colocados. Em seguida, aparecem a Colômbia, em 12º lugar, com alta de 0,8%, e o Chile, em 17º, com 0,7%.

O crescimento brasileiro ficou acima da média dos países avaliados, de 0,5%, e também superou o desempenho médio dos Brics – grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul –, cuja expansão foi de 1,3% no trimestre.

Veja o ranking:

– Irlanda: 3,2%;

– Islândia: 2,7%;

– Hong Kong: 1,9%;

– Taiwan: 1,8%;

– Brasil: 1,4%;

– Chipre: 1,3%;

– China: 1,2%;

– Filipinas:1,2%;

– Turquia: 1,0%;

– Arábia Saudita: 0,9%.

PIB do Brasil

O PIB do País cresceu (1,4%) na passagem do quarto trimestre de 2024 para o primeiro de 2025. As altas na Agropecuária (12,2%) e nos Serviços (0,3%) contribuíram para o crescimento. Já a Indústria apresentou pequena variação negativa (-0,1%), considerada estabilidade. Frente ao primeiro trimestre de 2024, houve crescimento de 2,9%, enquanto no acumulado dos últimos quatro trimestres, o PIB registrou elevação de 3,5%.

Em valores correntes, forem gerados R$ 3,0 trilhões, sendo R$ 2,6 trilhões referentes ao Valor Adicionado (VA) a preços básicos e R$ 431,1 bilhões aos Impostos sobre Produtos líquidos de Subsídios. Os dados são do Sistema de Contas Nacionais Trimestrais, divulgados pelo IBGE.

Entre as atividades de Serviços, que têm peso de aproximadamente 70% da economia do país, houve crescimento em Informação e comunicação (3,0%), Outras atividades de serviços (0,8%), Atividades imobiliárias (0,8%), Administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (0,6%) e Comércio (0,3%). Registrou-se estabilidade nas Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (0,1%) e queda em Transporte, armazenagem e correio (-0,6%).

“O grande destaque dentro dos Serviços tanto na taxa interanual como contra o 4º trimestre de 2024 foi a atividade Serviços de Informação e Comunicação, especialmente devido ao aumento de Internet e desenvolvimento de sistemas. Essa atividade cresceu mais de 38% desde a pandemia”, destaca a coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis.

No setor industrial, a pesquisadora do IBGE destaca “especialmente as indústrias de transformação e construção, que tiveram quedas no 1º trimestre de 2025 de 1,0% e 0,8%, respectivamente, frente ao 4º de 2024. O setor industrial está sendo negativamente afetado pela política monetária restritiva”, completa.

Já a Eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos (1,5%), e as Indústrias Extrativas (2,1%) tiveram desempenho positivo. O setor industrial corresponde a aproximadamente 25% do valor adicionado.

Por fim, pela ótica da produção, o setor de Agropecuária, com peso de aproximadamente 6,5% na economia, registrou crescimento de 12,2% em relação ao último trimestre de 2024. “A agropecuária está sendo favorecida pelas condições climáticas favoráveis e conta com uma baixa base de comparação do ano passado. É esperada uma safra recorde de soja, nosso produto agrícola mais importante”, explica Rebeca. As informações são do jornal O Globo e do IBGE.

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