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Brasil perde set incrível, mas vira sobre Itália em jogo dramático na Liga das Nações de Vôlei

Com capitã Gabi de volta, Brasil vence Itália pela Liga das Nações de vôlei feminino. (Foto: Divulgação/FIVB)

Ao tomar uma virada inexplicável no primeiro set, o Brasil se viu em meio à tensão de um clássico. A Itália, desfalcada e cheia de caras novas, causou estragos à linha de passe da seleção de Zé Roberto. O drama se estendeu até o fim. Mas, pelo brilho de Gabi, de volta ao time, o Brasil se impôs no fim em 2h17: 3 sets a 2, parciais 26/28, 25/20, 19/25, 25/21 e 15/10. O Brasil volta à quadra nesta quinta-feira (29), contra o Canadá, às 7h.

Com a vitória, o Brasil sobe na Liga das Nações. A seleção soma sete vitórias e duas derrotas, em terceiro lugar na tabela, atrás de Estados Unidos e Polônia. A Itália, que ainda busca uma posição melhor para avançar à fase final, está em oitavo lugar – no limite da zona de classificação.

Como foi o jogo?

O Brasil parecia leve e eficiente no início. Abriu 20/12 sobre uma Itália cheia de reservas. Mas, ao ver as rivais virarem uma parcial que parecia em mãos, passou a sofrer – e muito. As reviravoltas se estenderam por todo o jogo. A seleção, porém, contou com o brilho de Gabi para vencer no fim. O jogo ainda teve uma série de trapalhadas da arbitragem, com decisões equivocadas e uma paralisação de mais de sete minutos na reta final do tie-break.

Primeiro set

Rosamaria, tão acostumada às rivais, saltou para marcar o primeiro ponto no jeito. Pouco depois, Gabi, estreante, encheu o braço para marcar 4/2, seu primeiro ponto na Liga. A Itália, cheia de desfalques e caras novas, tentou se manter firme. Mas, ainda assim, viu as brasileiras abrirem 8/4 antes de Davide Mazzanti pedir tempo.

O Brasil tinha um jogo leve e de poucos erros. No ataque de Rosamaria, a seleção abriu 20/12 na contagem. Mas aí tudo mudou. Depois de uma inversão no 5/1, as rivais conseguiram encostar e diminuíram a diferença para 20/17. Zé Roberto, então, parou o jogo. Ainda assim, a Itália virou. Marcou o nono ponto seguido em erro de Carol e marcou 21/20.

O que era um set tranquilo, se transformou. O Brasil se perdeu em meio à imprecisão. Macris deu lugar a Roberta, mas a situação se manteve. A Itália jogou a pressão para o lado brasileiro e passou a sobrar em quadra. O time de Zé Roberto tentava a reação, mas parava no bloqueio italiano – foram cinco pontos para as europeias contra nenhum das brasileiras no fundamento. No fim, 28/26 em uma virada inexplicável.

Segundo set

A Itália manteve o ritmo. Diante do nervosismo brasileiro, abriu 3/0. Zé, que já havia mantido Roberta em quadra, mandou Pri Daroit para a vaga de Maiara Basso, que tinha dificuldades para virar no ataque. Era um jogo difícil. O Brasil chegou ao empate depois de uma condução de Omoruyi: 8/8. Àquela altura, Gabi era o principal nome da seleção. Mas o time ainda sofria com o bloqueio rival. Ao fechar as portas para Rosamaria, Mazzaro marcou 11/10.

Gabi, que já vinha bem, cresceu ainda mais. Voou duas vezes para marcar em sequência e abrir 15/13. Davide, então, parou o jogo. A arbitragem passou a roubar a cena com decisões polêmicas para os dois lados. O Brasil chegou a abrir três pontos, em 20/17, mas a Itália fez a diferença cair para apenas um. Mas a vantagem voltou a subir quando Pri Daroit marcou o primeiro ponto de bloqueio da seleção no jogo. No ace de Carol, 23/19. A vitória veio em um erro de Nwakalor: 25/20.

Terceiro set

O Brasil manteve o ritmo. O bloqueio, que demorou tanto a encaixar, funcionou novamente com Thaísa: 4/2. A seleção teve o controle no início do set, mas perdeu a mão. A Itália se aproveitou da queda de rendimento do time de Zé Roberto e tomou a frente. No erro de recepção de Pri Daroit, 14/10 para as rivais. Era (mais um) momento ruim da seleção no jogo.

A seleção ameaçou reagir e chegou a diminuir a diferença. Mas, em um bloqueio sobre Gabi, a Itália abriu 18/14. Zé Roberto parou o jogo e tentou organizar o time. Pouco funcionou. As italianas ampliaram a vantagem. O técnico, então, mudou. Lorrayna, Diana e Julia Bergmann foram à quadra. O paredão italiano, no entanto, seguiu de pé e fechou as portas para a reação. No fim, Nwakalor fechou a parcial: 25/18.

Quarto set

Um bloqueio de Rosamaria abriu a conta na volta à quadra. O Brasil tentou acelerar. Com Gabi, marcou 5/1 e obrigou o pedido de tempo do outro lado. Mas a Itália foi buscar mais uma vez. No ritmo de Villani, destaque do time, as rivais chegaram ao empate em 7/7. Aos poucos, o Brasil se reencontrou e voltou a abrir com ponto de Pri Daroit: 13/10.

Um ace da própria Pri Daroit fez a seleção pular para 17/13. As italianas tentaram voltar ao jogo mais uma vez. Mas, ao crescer na recepção na reta final, o Brasil chegou à vitória no set e forçou o tie-break com um ponto de Rosamaria: 25/21.

Quinto set

O jogo, claro, cresceu em nível de tensão. No início do tie-break, os dois times trocaram pontos a cada jogada. Mas, no bloqueio de Gabi, o Brasil abriu 6/4. A seleção até conseguia se manter à frente, mas não era fácil. Do outro lado, a Itália buscava a reação. Na marra, porém, o Brasil se manteve firme. Mesmo diante das trapalhadas da arbitragem, que chegou a paralisar o jogo por mais de sete minutos por não se entender com a tecnologia e a rotação da Itália. As jogadoras precisaram fazer um novo aquecimento em quadra – Rosamaria, inclusive, chegou a bater bola com Zé Roberto para não perder o ritmo. No fim, porém, vitória brasileira pelas mãos de Gabi: 15/10.

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