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Brasil pode atingir já em 2024 a pontuação necessária para ir à Copa do Mundo

Pela 2ª rodada das Eliminatórias Sul-Americanas da Copa do Mundo, na noite de terça-feira (12), a Seleção Brasileira venceu o Peru por 1 a 0. (Foto: Vitor Silva/CBF)

Fazer as contas para a classificação para a Copa do Mundo de 2026 após duas rodadas pode parecer precipitado. Mas, a partir desta edição, já não é tanto assim. Com o aumento de vagas para o Mundial – no caso da América do Sul, de quatro diretas para seis, além de uma para a repescagem –, o número de pontos necessários para atingir este objetivo seguiu o caminho inverso e diminuiu. E as duas vitórias da seleção na largada já permitem ao torcedor se perguntar o quão perto de se garantir no torneio o Brasil está.

Pela 2ª rodada das Eliminatórias Sul-Americanas da Copa do Mundo, na noite de terça-feira (12), a Canarinho venceu o Peru por 1 a 0 com um gol de Marquinhos nos minutos finais da partida, realizada em Lima.

As Eliminatórias são realizadas no formato atual (todos contra todos em dois turnos) desde a disputa para a Copa de 1998. De lá para cá, foram sete edições. A oitava está em curso. Duas delas contaram com apenas nove seleções, já que o Brasil não precisou se classificar para 1998 (na época o atual campeão ainda tinha vaga garantida no Mundial seguinte) e para 2014 (como país-sede).

A edição em que o sexto colocado na classificação final somou mais pontos foi a da Copa de 2002. Na ocasião, a Colômbia terminou com os mesmos 27 pontos que o Uruguai, mas levou desvantagem no saldo de gols. Com isso, ficou fora do Mundial, enquanto a Celeste teve a chance de participar da repescagem. Se o número de vagas atual já estivesse em vigor, ambos estariam classificados.

Já as Eliminatórias das Copas de 2010 e de 2022 foram as que registraram, dentre as que contaram com dez seleções (como é o caso de agora), os sextos colocados com o menor número de pontos: 23 (Equador e Colômbia, respectivamente).

Ou seja: a partir de 23 pontos já é possível estar classificado para a Copa dos EUA, México e Canadá. Com seis já conquistados, Brasil e Argentina só precisariam de mais 17, o que pode ser obtido, num cenário otimista, em mais seis rodadas.

No entanto, os 27 pontos dão uma segurança maior. Neste caso, Brasil e Argentina precisariam de mais 21, o que pode ser obtido com mais sete vitórias. Ou seja: a partir da nona rodada, prevista para outubro de 2024, uma das duas seleções já poderia ter a pontuação necessária para estar na próxima Copa. Apenas uma porque elas se enfrentam antes disso (no próximo dia 21 de novembro, pela sexta rodada).

Para garantir o sétimo lugar, o que ao menos leva para a repescagem, a pontuação necessária é ainda menor. A disputa de vagas para a Copa de 2002 registrou a menor pontuação de uma seleção nesta posição: 18 (Bolívia). Já a maior foi na corrida para o torneio de 2018: 24 (Paraguai). Para chegar a este número, Brasil e Argentina só precisam de mais 18, que podem ser obtidos em seis rodadas.

Como o Brasil apresenta um histórico de poucos pontos perdidos nas Eliminatórias, não é exagero prever que a pontuação necessária para confirmar a vaga ao menos de sexto colocado já seja obtida no próximo ano. A partir daí, todo os jogos seguintes (a Eliminatória vai até 2025) visariam apenas para garantir uma colocação melhor.

Esta previsão expõe a baixa competitividade do torneio. Preocupada com uma possível perda de apelo comercial, a CBF foi a única a propor um novo formato para a Conmebol: em dois grupos de cinco, com apenas os líderes se classificando diretamente e as demais vagas sendo decididas em play-offs. Mas não contou com nenhum apoio.

Uma comparação ilustra bem o cenário atual. Nas Eliminatórias para a Copa de 2022, o Chile terminou em sétimo, com 19 pontos – 35,2% do total disputado. Se o atual número de vagas já estivesse em vigor, teria ido para o Catar. Mas este aproveitamento foi o mesmo do Ceará no Brasileiro do ano passado. O clube terminou em 17º e rebaixado.

Os favoritos Brasil, Argentina e Uruguai nunca ficaram fora do top-5 neste formato. O Brasil jamais saiu do top-3. O trio precisaria de um desempenho muito abaixo da sua média histórica para flertar com uma não classificação. As informações são do jornal O Globo.

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