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O Brasil registra mais 365 mortes por coronavírus e chega a um total de 146.352 óbitos

Até o momento, 4.263.208 de brasileiros já se recuperaram da doença. (Foto: Pixabay)

O balanço divulgado nesse domingo (4) pelo Ministério da Saúde mostra 8.456 novos casos de covid-19 entre sábado (3) e domingo (4). Já são 4.915.289 casos desde o começo da pandemia. Além disso, foram registradas 365 novas mortes, totalizando 146.352 óbitos. Até o momento, 4.263.208 de brasileiros (86,7%) já se recuperaram da doença.

Os números mais baixos são comuns nos domingos, em razão da dificuldade de alimentação dos dados pelas secretarias de saúde aos fins de semana. Contudo, os 8,4 mil novos casos registrados são inferiores aos domingos anteriores. Os últimos três domingos (27/09, 20/09 e 13/09), por exemplo, foram registrados 14,3 mil, 16,3 mil e 14,7 mil novos casos respectivamente.

Segundo o Ministério da Saúde, atualmente, 505.729 pacientes estão em tratamento.

São Paulo, que atingiu no sábado um milhão de casos de covid-19, chegou a 1.003.902 casos acumulados de covid-19. Os outros estados com maior número de incidência no país são Bahia (315.440), Minas Gerais (307.199) e Rio de Janeiro (271.701). Já o Acre é tem o menor número de casos (28.672). Em seguida estão Amapá (48.628), Roraima (51.368) e Rondônia (66.623).

São Paulo também lidera o número de mortes, com 36.178. Rio de Janeiro (18.769), Ceará (9.051) e Minas Gerais (7.643) aparecem na sequência. Os estados com menos mortes são Roraima (661), Acre (667), Amapá (716) e Tocantins (968).

Ex-ministros

Em um evento online que reuniu sete ex-ministros da Saúde, todos apontaram a falta de liderança e coordenação da atual gestão da pasta como responsável pelo agravamento da epidemia de Covid-19 no país.

Promovido pelo Instituto Questão de Ciência, a mesa de debate virtual com sete gestores públicos que já ocuparam o cargo foi uma das atrações do “Dia C de Conscientização da COVID-19”, ciclo de seminários que reuniu também médicos e cientistas para disseminar o conhecimento produzido até agora sobre o novo coronavírus.

Na mesa com os ex-ministros estavam José Gomes Temporão, Arthur Chioro, Alexandre Padilha, Humberto Costa, José Saraiva Felipe, Agenor Alves e Nelson Teich.

Cada um dos ministros expôs diferentes críticas à atual gestão, e um ponto comum entre todas elas é a de que o atual ministro, general Eduardo Pazuello, não estaria conseguindo articular uma ação coordenada no país para mitigar a epidemia de Covid-19.

Teich, único ex-ministro da gestão Bolsonaro que participou do debate, afirma que não teve condições de implementar uma agenda de ação coordenada no tempo em que foi ministro, durante quatro semanas, entre abril e maio.

Os outros ministros que participaram do debate ocuparam o cargo nos governos Lula e Dilma, entre 2003 e 2016. Temporão foi um dos que mais fez críticas à atual gestão, à qual chamou de “negacionista”.

Para ele, o governo falhou também em articular funcionários estratégicos do SUS, como os agentes comunitários de saúde, que poderiam ter sido empregados de forma mais ativa em monitorar a epidemia na ponta do contato com o paciente.

Padilha foi um dos que fez críticas mais diretas à gestão de verbas para enfrentamento da pandemia, dizendo crer que recursos estão sendo alocados de forma lenta e mal planejada.

Outros ministros manifestaram também preocupações com a política de comunicação do governo federal para a Covid-19, dizendo temer que a atual redução dos casos leve a um movimento de relaxamento das políticas de distanciamento social e uma segunda onda da epidemia.

A falta de coordenação para uma política nacional de distribuição de vacinas também foi um ponto de preocupação.

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