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Últimas Brasil vai participar de reunião do G7 sobre minerais críticos

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Embora não faça parte do grupo, o Brasil vem sendo chamado para agendas paralelas e conversas ampliadas em temas como energia, clima e minerais críticos.

Foto: Divulgação
Embora não faça parte do grupo, o Brasil vem sendo chamado para agendas paralelas e conversas ampliadas em temas como energia, clima e minerais críticos. (Foto: Divulgação)

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, participará em Washington, na próxima sexta-feira (17), de uma reunião ministerial ligada à agenda do G7 sobre minerais críticos e estratégicos.

A viagem ocorre dentro da agenda oficial do ministro nos Estados Unidos entre 14 e 17 de abril, período em que ele também participará dos encontros de primavera do FMI (Fundo Monetário Internacional) e do Banco Mundial.

A discussão ocorre em meio ao avanço da diplomacia mineral entre as grandes economias, que passaram a tratar o tema como prioridade de segurança econômica, industrial e tecnológica.

Em janeiro, o Tesouro dos Estados Unidos reuniu ministros da área econômica de países do G7 e de outros parceiros para discutir formas de diversificar a cadeia de suprimento de minerais críticos, com foco especial nas terras raras, diante da elevada concentração global no refino e no processamento desses insumos.

O movimento ganhou força no grupo no ano passado, quando os líderes do G7 lançaram formalmente o plano de ação dos minerais críticos.

O plano prevê diversificar a produção e o fornecimento desses minerais, estimular investimentos em projetos de mineração e processamento, ampliar a geração de valor local e promover inovação ao longo da cadeia.

O texto também cita a necessidade de reduzir vulnerabilidades, antecipar escassez, responder a disrupções deliberadas de mercado e, quando possível, fortalecer etapas como mineração, processamento, manufatura e reciclagem em países aliados.

Na prática, a estratégia do G7 busca reorganizar cadeias produtivas, hoje concentradas na China, criando condições para que novos projetos fora da Ásia ganhem escala e financiamento.

O plano menciona a mobilização de capital público e privado, apoio de agências de crédito à exportação e bancos de desenvolvimento, além de reformas regulatórias e melhora do ambiente de investimento em países parceiros.

Além dos Estados Unidos, governos como os da França e Austrália já emitiram cartas de apoio e de financiamento para projetos de minerais críticos no Brasil.

O G7 é a abreviação de Grupo dos Sete, uma organização informal de líderes de algumas das maiores economias do mundo: Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Reino Unido e Estados Unidos.

Embora não faça parte do grupo, o Brasil vem sendo chamado para agendas paralelas e conversas ampliadas em temas como energia, clima e minerais críticos.

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