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Briga por herança: Justiça define o filho caçula como inventariante de Zagallo

Zagallo havia priorizado o filho Mário Cesar (E) no testamento. (Foto: Reprodução)

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro definiu o filho caçula de Zagallo, Mário Cesar, como inventariante da herança do pai. A decisão partiu da 1ª Vara da Família da Regional da Barra da Tijuca. Após a morte do treinador, no início de janeiro, seus filhos entraram em conflito. A herança é estimada em R$ 15 milhões.

Zagallo havia priorizado Mário Cesar no testamento. No texto de transmissão do patrimônio, o Velho Lobo justificou a decisão, alegando que teve uma “profunda decepção” com os outros três herdeiros. Paulo Jorge, Maria Emília e Maria Cristina ficaram insatisfeitos e questionam a divisão dos bens. Eles negam que tenham abandonado o pai, como diz o caçula. A informação sobre a definição da Justiça é do portal Notícias da TV.

Segundo Mário Cesar, Zagallo cortou relações com os demais filhos há sete anos. “Eles (os irmãos) estão querendo aparecer após sete anos. Fui eu quem cuidou do meu pai esse tempo todo”, disse. “Tem um documento assinado pelo meu pai dizendo que não queria a visita deles nas internações”, disse o caçula ao jornal O Estado de S. Paulo no fim de janeiro.

A legislação obriga que ao menos 50% da herança seja partilhada entre todos os filhos. Metade dos bens foi dividida entre os quatro, ficando 12,5% para cada um. Assim, Mário Cesar tem direito a 62,5% dos bens deixados por Zagallo.

Campeão do mundo quatro vezes – duas como jogador, em 1958 e 1962; uma como treinador, em 1970; e uma como coordenador técnico, em 1994 –, Zagallo brigou com os três filhos mais velhos após eles abrirem um processo para anular o inventário de Alcina de Castro Zagallo, mãe deles e mulher do tetracampeão, morta em 2012.

Quando o inventário de Alcina foi aberto, os três filhos concordaram em deixar o pai como administrador dos bens e abriram mão da herança. Quatro anos depois da morte, mudaram de ideia e acusaram Zagallo de omitir a existência do testamento. Eles não conseguiram a anulação na época.

Outro lado

O trio acusa o caçula de restringir acesso deles a Zagallo. Segundo nota da advogada Anelisa Teixeira, representante de Paulo Jorge, Maria Emília e Maria Cristina, Mário Cesar teria “induzido Zagallo a acreditar que teria sido abandonado”.

Na sexta-feira (23), em nova nota, eles negam “qualquer briga por herança”. “O processo de inventário, que trata da sucessão de bens do falecido, encontra-se em fase inicial, tendo apenas sido deferida a inventariança a Mário Cesar”, diz.

O texto reitera que isso está em conformidade com a vontade de Zagallo no testamento. A função de inventariante é comparada pela advogada à de um síndico, “não sendo mérito ou demérito de qualquer um dos herdeiros, tratando apenas de ato formal”.

No texto divulgado no fim de janeiro, a advogada menciona que os três clientes observaram movimentação milionária e saques em contas bancárias de Zagallo, incluindo doações ao caçula. “Diante dessas circunstâncias, os herdeiros estão atualmente buscando a tutela do judiciário para resguardar e assegurar seus legítimos direitos perante essa situação delicada”, dizia a nota. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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