Advogado-geral da União até ontem, Fábio Medina Osório foi demitido porque queria fazer uma limpa no governo contra funcionários públicos federais que cometeram peculato e que são alvos da Operação Lava-Jato. Ele preparava uma série de ações de ressarcimento de danos ao erário e improbidade contra agentes públicos, o que atingiria em cheio muitos grãos-servidores que são ligados a empreiteiras e abriria uma brecha para delações premiadas – o que poderia complicar caciques dos governos do PT e do PMDB.
Peitou o chefe
Osório era da cota pessoal do chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, e desobedeceu à ordem do ministro palaciano para dar um freio no cerco.
Caso Feliciano
O STF (Supremo Tribunal Federal) escolherá, até segunda-feira, o ministro que será relator do pedido de inquérito nº 4312, enviado pela PGR (Procuradoria-Geral da República) sob segredo de justiça e que pede a investigação do deputado e pastor Marco Feliciano (PSC-SP).
Passou recibo
De Odarlone Orente, candidato a prefeito pelo PT, durante um debate na UEL (Universidade Estadual de Londrina), no Paraná: “O meu corrupto não pode ser melhor e nem pior que os outros corruptos”.
Fim da boataria
A boataria da reforma trabalhista espalhada por sindicatos do PT e até do Solidariedade – aliado do presidente Michel Temer – obrigou o Ministério do Trabalho a explicar: Estuda-se 12 horas de trabalho para 36 horas de folga, de acordo com a adequação da agenda do trabalhador em concordância com empregador. Mantendo as 44 horas semanais.
Vigiar…
Depois de ter minimizado as manifestações e vandalismos, Temer mudou de posição e ordenou que os ministros Alexandre de Moraes (Justiça) e Raul Jungmann (Defesa) busquem identificar os líderes dos protestos.
…E punir
Temer quer penalizá-los por danos ao patrimônio público e outros crimes. A avaliação do Palácio do Planalto é de que, se não houver uma resposta imediata, as manifestações tendem a ganhar adesão semelhante às de março de 2013.
Teu sobrenome é…
A ex-presidente Dilma Rousseff passa uns dias com a família no bairro Tristeza, em Porto Alegre. É um dos melhores da Capital gaúcha em qualidade de vida, apesar do nome pertinente para o atual momento da petista.
Acidez na língua
O líder do PTB, deputado Jovair Arantes (GO), resume a indisposição da base aliada em discutir a Reforma da Previdência: “O momento não é propício para discutir matéria ácida”.
Do avesso
Autor do parecer que rejeitou o aumento salarial dos ministros do STF, o senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES) explica a afronta, sem medo: “O PMDB [que apoia a proposta] deveria ser mais solidário com o País”, provoca o tucano.
Alerta falho
Dois senadores consultaram os filhos antes de votar pela manutenção dos direitos políticos de Dilma: Jader Barbalho (PA) e Edson Lobão (MA), ambos do PMDB. Helder e Lobinho alertaram aos pais sobre os possíveis impactos eleitorais da decisão de livrar a petista.
Vozes isoladas ?
O ministro José Serra (Relações Exteriores) minimiza as manifestações de deputados da União Europeia que propalam o discurso de golpe. O tucano vê como vozes “minoritárias e isoladas”, sêm respaldo para interferir nas negociações entre o Brasil e países que integram o bloco.
Nova missiva
O deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) desencadeou um “plano B” para tentar salvar o seu mandato. Após ser informado que haverá quórum para votar a sua cassação na segunda-feira, ele partiu para o corpo-a-corpo com os parlamentares – até mesmo adversários.
Leitura obrigatória
Cunha enviou uma nova carta aos colegas mas, diferente da primeira, esta acentua o tom de ameaça. O peemedebista vai para o tudo ou nada.
Ponto Final
“Pau que dá em Chico, dá em Francisco” – de Carlos Marun (PMDB-MS), da tropa de Cunha, ao defender que a Câmara dos Deputados mantenha os direitos políticos do peemedebista, tal como o Senado fez com Dilma na votação do impeachment.
