Até a tarde dessa segunda-feira, a Câmara dos Deputados já havia recebido 14 pedidos de impeachment do presidente Michel Temer.
Desse total, nove solicitações foram protocoladas desde a divulgação do conteúdo da delação premiada dos empresários Joesley e Wesley Batista, donos do grupo frigorífico JBS/Friboi. Outros cinco requerimentos já tramitavam na Casa anteriormente.
A delação dos executivos foi homologada pelo STF (Supremo Tribunal Federal) e, com base nas informações, a Corte autorizou a abertura de inquérito para investigar o presidente Michel Temer por suspeita de corrupção passiva, obstrução à Justiça e organização criminosa.
Diante dos pedidos de destituição do presidente já apresentados, caberá ao presidente da Casa, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), decidir se aceita ou não os argumentos. Caso dê o seu aval, o processo terá andamento.
Além dos 14 pedidos já registrados na Câmara, o presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Claudio Lamachia, informou que a entidade também apresentará, ainda nesta semana, mais um pedido de impeachment contra o chefe do Executivo federal. No último fim de semana, a OAB aprovou internamente a iniciativa, por 25 votos a um.
Chapa Dilma-Temer
Além disso, a chapa em que o então vice-presidente Temer se reelegeu junto com Dilma Rousseff para um segundo mandato, em 2014, é alvo de processo no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) por abuso de poder político e econômico.
Caso a dobradinha PT-PMDB seja condenada, Temer pode perder o cargo e a ex-mandatária ficar inelegível por oito anos.
