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Campanha de Flávio Bolsonaro minimiza pesquisa Quaest, mas defende resposta mais dura contra “fake news”

Diminuição da rejeição a Lula surpreendeu integrantes da campanha de Flávio e acendeu um alerta sobre os rumos da disputa. (Foto: Terdag Media)

A pesquisa Quaest divulgada nessa quarta-feira (21), que aponta empate técnico entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), provocou reações distintas nas campanhas dos dois candidatos. Enquanto aliados do senador minimizaram os resultados e atribuíram o desempenho do adversário à disseminação de “fake news”, petistas comemoraram a redução da rejeição ao presidente e enxergaram uma possibilidade de virada no segundo turno.

O principal dado que chamou a atenção das campanhas foi a queda na rejeição a Lula, de 53% para 47%. Entre os eleitores que afirmam rejeitar Flávio Bolsonaro, o índice também recuou, passando de 54% para 52%. Apesar da redução nos dois casos, a oscilação do petista ultrapassou a margem de erro da pesquisa, enquanto a do senador permaneceu dentro desse limite.

A diminuição da rejeição a Lula surpreendeu integrantes da campanha de Flávio e acendeu um alerta sobre os rumos da disputa. Segundo aliados do senador, a estratégia petista de associar uma eventual vitória do adversário ao fim de programas sociais, especialmente o Bolsa Família, teria surtido efeito nos últimos dias.

Diante desse cenário, integrantes da campanha bolsonarista defendem uma reação rápida para rebater as mensagens divulgadas pelos adversários. A avaliação é que a intensidade da estratégia petista pode influenciar diretamente os eleitores indecisos, considerados importantes para o resultado do segundo turno.

Apesar da preocupação, o líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), minimizou as oscilações e afirmou que os números estão dentro da normalidade. Segundo ele, o levantamento interno da campanha, conhecido como tracking, permanece estável.

“Nosso tracking permanece estável. Temos que manter o foco da campanha, que está linda nas ruas de todo Brasil. O Flávio está trabalhando muito, fazendo tudo o que ele pode, estamos confiantes”, declarou ao Painel, da Folha de S.Paulo.

Petistas

No campo petista, os resultados foram recebidos com alívio e entusiasmo. Integrantes da campanha avaliam que a redução mais expressiva da rejeição ao presidente indica uma mudança favorável no cenário eleitoral e reforça a possibilidade de crescimento de Lula na reta final da disputa.

A orientação interna é manter a estratégia adotada desde a divulgação dos resultados do primeiro turno, centrada em alertar os eleitores sobre os possíveis efeitos de um governo Flávio Bolsonaro, sobretudo nas políticas sociais.

A queda da rejeição ao presidente foi o principal motivo de comemoração entre os aliados de Lula. Embora o índice de rejeição de Flávio também tenha diminuído, a diferença na magnitude das oscilações foi interpretada pelos petistas como um sinal positivo para a campanha. (Com informações da coluna Painel, da Folha de S.Paulo)

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