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Candidatos à chefia do Ministério Público prometem reforçar investigações sobre o escândalo da Petrobras

Apenas um dos quatro nomes será enviado por Dilma ao Senado. (Foto: reprodução)

Principal trunfo eleitoral de Rodrigo Janot e, ao mesmo tempo, pedra no sapato para sua recondução ao comando do MPF (Ministério Público Federal), a Operação Lava-Jato também é peça de campanha dos outros três candidatos ao cargo do atual procurador-geral da República. Os subprocuradores-gerais da República Carlos Frederico Santos, Mario Bonsaglia e Raquel Dodge se comprometeram a reforçar as investigações da Lava-Jato, caso sejam escolhidos.

As discussões têm tratado mais de interesses corporativos. Prevê-se que o debate desta segunda-feira abordará a ação do órgão para apurar desvios na Petrobras.

Na abertura da campanha, o Paraná foi o primeiro Estado visitado por Bonsaglia e Raquel. Eles conversaram com procuradores da força-tarefa, asseguraram que a ação seguirá com apoio e acenaram com a possibilidade de reforçar as equipes.

Santos também reafirmou apoio, mas critica a condução da Lava-Jato. “Entendo necessário que efetivamente sejam agilizadas as investigações, o que leva à minimização dos desgastes das relações institucionais entre os Poderes da República.”

Recondução

No primeiro debate, no dia 29 de junho, Janot afirmou que merece permanecer no cargo, por não vender ilusões nem fórmulas mágicas. Ele tem a simpatia dos procuradores pela atuação ativa à frente da Lava-Jato.

O MPF é um órgão independente dos Três Poderes. Nesta segunda-feira, os candidatos serão subordinados a uma eleição na qual votam todos os membros. Os três mais votados são submetidos à presidenta Dilma Rousseff, a quem cabe escolher um dos nomes e enviá-lo para a apreciação do Senado Federal.  (Folhapress)

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