O cardiologista Roberto Kalil Filho afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não possui restrições médicas para tocar a campanha de reeleição após procedimento realizado no Hospital Sírio-Libanês, na capital paulista. Segundo o médico, a intervenção ocorreu conforme o planejado e sem qualquer intercorrência, permitindo uma recuperação considerada positiva pela equipe responsável pelo atendimento.
De acordo com Kalil, Lula foi submetido à retirada de uma lesão no couro cabeludo, identificada como queratose. O procedimento já estava programado havia cerca de dois meses e durou aproximadamente uma hora. O presidente recebeu alta no mesmo dia, após observação de rotina e acompanhamento pós-operatório.
“O presidente foi submetido à retirada de uma lesãozinha de pele, algo já previsto. Foi tudo tranquilo”, afirmou o cardiologista. Ele também ressaltou que a cirurgia não tem relação com qualquer episódio anterior envolvendo uma queda no banheiro do Palácio do Alvorada, afastando associação entre os fatos.
A recomendação médica para os próximos dias é de repouso relativo, especialmente com cautela em relação à presença em grandes eventos logo após a cirurgia. Ainda assim, Kalil descartou impactos relevantes na agenda política do presidente. “Ele deve retomar a rotina normal em poucos dias. Isso não vai atrapalhar a campanha”, disse o médico ao comentar a recuperação esperada.
Segundo a dermatologista Cristina Abdalla, a lesão retirada é comum e está associada à exposição solar. Ela explicou que o quadro é classificado como carcinoma basocelular, tipo frequente de lesão cutânea. “É a lesão de pele mais frequente. É localizada, não se espalha, e a conduta é a retirada”, declarou. Conforme a médica, o material removido foi encaminhado para biópsia, cujo resultado definitivo deve ser conhecido nos próximos dias.
Além do procedimento no couro cabeludo, o presidente também passou por uma infiltração na mão para tratar uma inflamação. Segundo a equipe médica, essa intervenção transcorreu normalmente e sem complicações adicionais.
A médica Ana Helena Germoglio informou que Lula apresenta bom estado geral e manteve bom humor durante o período de atendimento e recuperação imediata. A avaliação reforça o quadro clínico considerado satisfatório após os procedimentos realizados no hospital.
Durante a recuperação, Lula deverá adotar cuidados locais, como uso de curativo e proteção contra o sol, incluindo o uso de chapéu. A estimativa médica é de que a cicatrização completa da área operada leve cerca de um mês, embora a retomada das atividades habituais deva ocorrer antes desse prazo.
A primeira-dama Rosângela Lula da Silva, a Janja, acompanhou o presidente durante o atendimento. Segundo a equipe médica, pouco tempo após o procedimento Lula já demonstrava disposição para deixar o hospital e seguir a recuperação em casa. (Com informações de O Estado de S. Paulo)
