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Brasil Carreira de Cerveró, que começou a trabalhar na Petrobras em 1975, ganhou fôlego com a chegada de Delcídio do Amaral

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O senador Delcídio do Amaral (PT-MS), preso por tentativa de atrapalhar as investigações da Operação Lava-Jato, era um dos participantes dos encontros pois tinha “ascendência grande” sobre José de Lima Andrade Neto, presidente da subsidiária da Petrobras na ocasião, diz Cerveró. (Foto: Roosewelt Pinheiro/Abr)

Condenado pela Justiça por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, o economista Nestor Cerveró entrou na Petrobras em 1975, após passar em um concurso público. Mas foi a partir de 1999 que sua carreira começou a ganhar fôlego, quando o senador Delcídio do Amaral assumiu o cargo de diretor de Gás e Energia. Até então, com 23 anos de Petrobras, Cerveró tinha chegado a coordenador da assessoria de Novos Negócios e Parcerias da estatal, em 1998.

Em 1999, tudo mudou, observou uma fonte na estatal. Cerveró passou a ser gerente de Projetos em Termelétricas. Já no ano seguinte, em 2000, foi promovido a gerente da Unidade de Geração de Energia. De acordo com outra fonte, Delcídio foi o grande nome por trás do projeto de construção de termelétricas. Em 2001, um novo salto: assumiu como gerente-executivo de Energia.

Eleito, Delcídio decidiu deu novo empurrão na carreira de Cerveró. Em 2003, Cerveró assumiu como diretor da área Internacional e, segundo a Polícia Federal e o Ministério Público Federal, ele teria cobrado propina em vários contratos com a Petrobras.

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