Um centro de registros do Oeste dos Estados Unidos emitiu nessa sexta-feira sua primeira certidão de união de um casal homossexual, após ter provocado uma controvérsia porque se negava a aplicar a lei de casamento gay, informou o canal de televisão local WKYT. A decisão se deu depois que a secretária deste cartório do Estado rural de Kentucky, Kim Davis, foi presa por ordem de um juiz devido a sua teimosia em defender convicções religiosas diante das obrigações oficiais.
Ao enviar a secretária à prisão, o magistrado David Bunning também ordenou que seus adjuntos retomassem a emissão de certidões de casamento, mesmo sem a aprovação da supervisora. Cinco deles aceitaram a decisão do juiz e uma pessoa – um filho de Kim – se negou, indicou a emissora WKYT.
No fim de julho, a Suprema Corte dos Estados Unidos legalizou o casamento entre pessoas do mesmo sexo em todo o país. A decisão é considerada histórica, uma vitória emblemática do presidente norte-americano, o democrata Barack Obama.
Pedido negado
Na manhã dessa sexta-feira, pouco depois de abrir o cartório do condado de Rowan, James Yates e William Smith se tornaram o primeiro casal a receber a certidão de casamento em Kentucky. Antes disso, eles tiveram o mesmo pedido negado cinco vezes.
Ao se recusar a emitir as licenças de matrimônio a casais do mesmo sexo, Kim, 49 anos, passou de uma simples funcionária pública a uma heroína para milhares de norte-americanos que se opõem ao casamento gay. Ela foi elogiada por vários candidatos presidenciais do Partido Republicano.
“Para mim, isso nunca foi um tema de ser gay ou lésbica. É sobre o casamento e a palavra de Deus”, declarou, anteriormente. Seu marido, Joe Davis, afirmou nessa sexta-feira que sua cônjuge estava preparada para ficar na prisão “pelo tempo que fosse necessário”. (AFP)
