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Casa de Apoio Madre Ana comemora três anos de existência

A casa conta com diversos espaços, como uma brinquedoteca. (Foto: O Sul)

Por Isadora Aires

A Casa de Apoio Madre Ana comemora três anos de existência hoje (20) depois da passagem de mais de 2.500 hóspedes. A função da casa é proporcionar acolhimento para pacientes pediátricos e adultos portadores de câncer, transplantados, com problemas cardíacos, dentre outros, juntamente com seus acompanhantes. Entre os hóspedes, estão pessoas vindas do interior do Rio Grande do Sul e de outros estados brasileiros que necessitam do tratamento oferecido pela Santa Casa de Misericórdia.

Recentemente, o número de leitos foi duplicado – de 31, saltaram para 62. Além disso, a casa oferece quatro refeições diárias para pacientes e acompanhantes, lavanderia, material de higiene, apoio espiritual, biblioteca e brinquedoteca. Fernando Lucchese, médico e idealizador do local de passagem, contou que o projeto é auto-sustentável, ou seja, “a comunidade que sustenta de forma espontânea” e que a Madre Ana visa fornecer “uma vida fora de casa”, como se fosse uma “família”.

O idealizador do projeto também relatou que, antes da existência da casa de acolhimento, os pacientes e acompanhantes chegavam em Porto Alegre para o tratamento e não tinham onde ficar, especialmente quando o doente ia para a Unidade de Tratamento Intensivo (UTI). Assim, a Casa de Apoio Madre Ana, que anteriormente era um pensionato de propriedade da Igreja Católica, foi doada para a Santa Casa a fim de acolher estas pessoas.

Edivania Coelho, dona de casa vinda da Paraíba e hóspede da casa de acolhimento, contou que veio a Porto Alegre para que o filho pudesse fazer um transplante de rins. Com 30 dias, o menino conseguiu fazer a cirurgia, mas precisa esperar mais três meses até voltar para a cidade natal. Desde que chegaram, Edivania e o filho estão utilizando as dependências da Madre Ana. “Quando surgiu a oportunidade de virmos para cá, a primeira coisa que pensamos era: ‘pra onde vamos?’. A gente não conhece ninguém, não temos nenhuma estrutura e somos assalariados. Graças a Deus, surgiu essa oportunidade de vir para a [Casa de Apoio] Madre Ana, onde fui muito bem assistida e acolhida”, contou a dona de casa.

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