O casal de marqueteiros do PT João Santana e Monica Moura perderá um total estimado em 74 milhões de reais, como parte do acordo de delação premiada fechado com o MPF (Ministério Público Federal).
A conta é distribuída da seguinte forma: 3 milhões de reais em multa para João Santana, outros 3 milhões de reais em multas para Monica e mais a perda de todo o saldo bancário e eventuais investimentos feitos pela offshore controlada pelo casal, a Shell Bill Finance, no Banco Heritage da Suíça.
De acordo com o Ministério Público, a conta detém cerca de 21,6 milhões de dólares, ou cerca de 68 milhões de reais. Um terceiro delator, o funcionário da Polis Propaganda André Luis Reis Santana, pagará mais 50 mil reais em multa. Como parte do acordo, Santana, Monica e André Luis prestaram uma série de depoimentos em vídeo de 6 a 9 de março na sede da Procuradoria da República no Paraná.
Eles foram ouvidos por integrantes do grupo de trabalho da Operação Lava-Jato e da força-tarefa de Curitiba (PR). Pelo acordo, João Santana e Monica foram condenados a um ano e seis meses de prisão domiciliar e mais o mesmo período em regime semiaberto. Na segunda fase, eles deverão “se recolher à residência nos sábados, domingos e feriados e, nos dias úteis, das 22 horas às 6 horas, ressalvados casos de emergência”. Em todo o período de cumprimento das penas, eles serão monitorados por tornozeleira eletrônica.
Ao longo dos três anos, o casal está proibido de trabalhar “de qualquer forma, direta ou indiretamente, em qualquer atividade relacionada ao marketing para campanhas eleitorais, seja no Brasil ou no exterior”. Santana e Monica estão fora do regime fechado desde agosto de 2016, por decisão do juiz Sérgio Moro, depois que iniciaram as tratativas para um acordo de delação premiada. Haviam sido presos em fevereiro do mesmo ano.
