Ainda ocultada de crianças e discretamente ignorada das conversas de adultos, a morte é discutida com restrição pela sociedade ocidental. No entanto, existe quem dedique sua vida acadêmica a pesquisar esse tema considerado “inusitado”.
Casados há 20 anos, os pesquisadores Kate Rigo e Thiago Nicolau de Araújo são fascinados pelos tabus que envolvem a finitude da vida. Desde quando se conheceram, ainda na graduação em história, os dois pesquisam aspectos relacionados à morte.
Enquanto Thiago aprecia a arte cemiterial, os quais chama de “museus a céu aberto”, Kate aproveita-se de sua veia pedagógica a dispensar horas de seus dias analisando como tratar sobre o assunto com crianças e adolescentes.
Recentemente, depois de seus doutorados na Alemanha, o casal foi convidado pela maior editora de língua portuguesa do mundo, a Chiado, a lançar dois livros.
A obra de Kate chama-se “Vamos Começar Pelo Fim?”, na qual escreve sobre morte, adolescência, suicídio, comportamentos autolesivos e educação cemiterial.
Thiago lança “O que amamos não esquecemos: cemitério – finitude – teologia”, obra em que analisa as perspectivas artísticas e socioculturais representadas pela arte nos túmulos.
O lançamento conjunto acontecerá nesta quarta-feira (02), Dia de Finados, às 17h30, na sala Oeste do Santander Cultural. Na oportunidade, haverá um debate para discutir a consciência da finitude e como enfrentar as finalizações da vida, especialmente em relação à morte.
