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Caso Master: veja os nomes e as condutas dos 15 indiciados no relatório da Polícia Federal

Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. (Foto: Reprodução)

A Polícia Federal (PF) enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) na quarta-feira (28) um relatório parcial do principal inquérito que apura esquemas relacionados ao Banco Master e ao Banco de Brasília (BRB). No documento de mais de 700 páginas, a PF indicia 15 suspeitos de participação nas condutas ilegais.

Veja abaixo quem são os investigados, e quais condutas são atribuídas a cada um deles no relatório da PF:

– Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master: gestão fraudulenta de instituição financeira, fraude em investimentos, comando de organização criminosa, lavagem ou ocultação de bens.

– Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB: gestão fraudulenta de instituição financeira, fraude em investimentos e comando de organização criminosa.

– Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro no Banco Master: gestão fraudulenta de instituição financeira, participação de organização criminosa, lavagem ou ocultação de bens.

– Angelo Antônio Ribeiro da Silva, ex-diretor do Master: gestão fraudulenta de instituição financeira, fraude em investimentos, participação de organização criminosa, lavagem ou ocultação de bens.

– Luiz Antônio Bull, ex-diretor do Master: gestão fraudulenta de instituição financeira, fraude em investimentos, participação de organização criminosa, lavagem ou ocultação de bens.

– Alberto Félix de Oliveira Neto, ex-diretor do Master: gestão fraudulenta de instituição financeira, fraude em investimentos, participação de organização criminosa, lavagem ou ocultação de bens.

– Allan da Silva Machado, ex-procurador do Master: gestão fraudulenta de instituição financeira, participação de organização criminosa, lavagem ou ocultação de bens.

– Henrique Souza e Silva Peretto, sócio da Tirreno: gestão fraudulenta de instituição financeira, fraude em investimentos, participação de organização criminosa, lavagem ou ocultação de bens.

– André Felipe de Oliveira Seixas Maia, sócio da Tirreno: gestão fraudulenta de instituição financeira e fraude em investimentos na condição de partícipe, participação de organização criminosa, lavagem ou ocultação de bens.

– Daniel Lopes Monteiro, ex-advogado do Master: gestão fraudulenta de instituição financeira e fraude em investimentos na condição de partícipe, participação de organização criminosa, lavagem ou ocultação de bens.

– Dario Oswaldo Garcia Junior, ex-diretor de Finanças e Controladoria do BRB: gestão fraudulenta de instituição financeira, participação de organização criminosa, lavagem ou ocultação de bens.

– Luana de Andrade Ribeiro, ex-diretora executiva de Controle e Riscos do BRB: gestão fraudulenta de instituição financeira;

– Cristiane Maria Lima Bukowitz, ex-diretora executiva de gestão de pessoas do BRB: gestão fraudulenta de instituição financeira;

– Diogo Ilário de Araújo Oliveira, ex-diretor executivo de Atacado e Governo do BRB: gestão fraudulenta de instituição financeira;

– José Maria Correa Dias Junior, ex-diretor executivo de Tecnologia do BRB: gestão fraudulenta de instituição financeira.

Relatório complementar

No mesmo documento, os delegados da Polícia Federal pedem prazo adicional de 60 dias para seguir com as investigações, concluir perícias e apresentar um relatório complementar. O pedido será analisado pelo ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo a PF, Daniel Vorcaro e Paulo Henrique Costa compunham o “núcleo estratégico da organização criminosa” que tentou viabilizar a compra do Banco Master pelo BRB, entre 2024 e 2025.

“Na condição de líder da organização, Daniel Bueno Vorcaro centralizava as decisões relacionadas à produção, aquisição, cessão das carteiras de crédito utilizadas para captação de recursos, além de dirigir a atuação dos demais integrantes vinculados ao Banco Master e às estruturas empresariais associadas ao esquema”, diz o relatório.

Detalhes da operação

No relatório, a PF também detalhou a participação de cada indiciado no esquema criminoso.

Daniel Vorcaro, como líder da organização criminosa, ocupava o “centro decisório” da operação. Segundo a investigação, o banqueiro era não só o encarregado de coordenar os núcleos, como o principal beneficiário.

Em contato direto com Vorcaro, Paulo Henrique Costa aparece como o agente de articulação dos negócios com o BRB. Cabiam ao ex-presidente do banco administrar as demandas, pressionar setores internos e interferir em critérios técnicos das negociações.

Augusto Lima, ex-sócio do dono do Master, figurava como uma espécie de elo entre o banco, as entidades responsáveis pelo fornecimento das bases de dados e as equipes encarregadas de transformar essas informações em carteiras de crédito negociáveis.

Ex-diretor de Contabilidade do Master, Angelo Antônio ocupava posição central na estrutura investigada. Segundo a PF, era responsável por dar suporte contábil às operações e assegurar que elas estivessem amparadas por registros e documentação compatíveis com as exigências regulatórias.

Entre os funcionários do Master, Alberto Felix e Luiz Antonio Bull faziam ponte com a Tirreno. Já Allan da Silva Machado era encarregado de selecionar créditos, tratar os dados recebidos e organizar os arquivos destinados às cessões ao BRB, além de atender às demandas do Banco de Brasília.

No BRB, Dário Oswaldo Garcia Júnior coordenava a aquisição das carteiras. O ex-diretor era encarregado de receber os relatórios técnicos e participava da deliberação das negociações.

Cristiane, Diogo e José Maria, membros da diretoria colegiada do BRB, foram responsáveis pelas decisões que deram aval às operações investigadas. Enquanto o processo de aquisição estava em curso, Luana de Andrade chegou a alerta a administração dos riscos. Ainda assim, participou do processo que manteve as aquisições.

André Felipe de Oliveira e Henrique Souza representavam os interesses da Tirreno na operação. Segundo a investigação, Henrique participou da capitalização da companhia, interlocução com a Cartos e do encaminhamento ao BRB e ao Banco Central de documentos relacionados às operações.

Cabia ao escritório Monteiro Rusu fornecer consultoria jurídica ao Banco Master. O representante, Daniel Lopes Monteiro, atuava na elaboração e revisão de contratos, notificações e documentos societários. De acordo com a PF, Vorcaro, Monteiro e outros advogados participavam de grupo no WhatsApp destinado a facilitar a comunicação para o fechamento das operações. As informações são do portal de notícias G1.

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