O assassinato a tiros de Tatiane Cristina Kusniewski, 39 anos, ampliou para 38 o número de feminicídios cometidos no Rio Grande do Sul desde o início do ano. Ela foi morta por volta das 2h da madrugada dessa segunda-feira (8), na zona rural do município de Alecrim (Noroeste gaúcho), pelo marido – que acabou preso em flagrante horas depois.
Mãe de uma filha de 10 e outra de 21 anos, a vítima terá o corpo sepultado nesta terça no cemitério do município. O caso abalou a pequena comunidade de Lageado Vidote, onde Tatiane morava.
Testemunhos de femiliares e informações reproduzidas pela imprensa local indicam um boletim de ocorrência de Tatiane contra o marido em 2010, época em que estavam separados. Mas o casal acabou retomando a relação tempos depois e, ao menos recentemente, não há registro de pedido de medida protetiva de urgência ou providência similar.
Perseguição e cerco
Policiais da Brigada Militar (BM) chamados para atender a ocorrência relataram que o autor do crime fugiu em seu automóvel rumo a Santa Rosa. Mas informações fornecidas por testemunhas e familiares da vítima ajudaram a localizá-lo no município de Tuparendi, dirigindo seu carro.
Ao perceber uma viatura da corporação, ele abandonou o veículo e tentou se esconder em área de plantação densa na localidade de São Roque. Um cerco doi montado na área, com ajuda de um drone dotado de sensor térmico, resultando na captura do feminicida, aproximadamente às 8h. Ele ainda portava a arma do crime.
(Marcello Campos)
