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Casos suspeitos de microcefalia no País já chegam a 2.975

De acordo com o Governo Federal, a decisão também vai facilitar o controle da natalidade com o levantamento mais seguro dos dados populacionais de cada município do País (Foto: Reprodução)

O Ministério da Saúde divulgou nessa terça-feira que foram registrados em todo o País 2.975 casos suspeitos de microcefalia em recém-nascidos. Além disso, 40 mortes suspeitas de microcefalia relacionada ao zika vírus são investigadas. Os dados foram compilados até o dia 26 deste mês em 656 municípios de 20 unidades da federação.

O número de casos suspeitos subiu desde o último boletim divulgado pelo ministério na semana passada, com o registro de 2.782 casos suspeitos.

A microcefalia é uma condição rara em que o bebê nasce com o crânio do tamanho menor do que o normal. A malformação é diagnosticada quando o perímetro da cabeça da criança é igual ou menor do que 32 centímetros – o esperado é que bebês nascidos após nove meses de gestação tenham pelo menos 34 centímetros.

A principal hipótese discutida para o aumento de casos de microcefalia está relacionada a infecções por zika vírus, que foi identificado pela primeira vez no País em abril deste ano. O vírus é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, assim como a dengue e o chikungunya.

Dos 20 Estados com casos suspeitos, três apresentaram diminuição de casos – TO, MG e MT –, nove permaneceram com números iguais, e oito apresentaram aumento de casos. O ministério não especifica quais Estados tiveram números iguais e quais tiveram aumento.

O Estado com maior número de casos suspeitos registrados é Pernambuco, com 1.153. Em seguida, estão: Paraíba (476), Bahia (271), Rio Grande do Norte (154), Sergipe (146), Ceará (134), Alagoas (129), Maranhão (94) e Piauí (51). (AG)

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