O sucesso de “Avenida Brasil” (2012) teve um impacto que foi além da carreira de Cauã Reymond. O ator contou que precisou fazer terapia por um longo período depois do fim da novela para lidar com questões despertadas pela trama, especialmente pela relação de seu personagem, Jorginho, com Carminha, interpretada por Adriana Esteves.
A revelação foi feita na última segunda-feira (24), durante participação no programa POD_i, apresentado por Andréia Sadi, da GloboNews. Ao rever uma cena em que Jorginho discutia com a mãe na ficção, Cauã relembrou a intensidade dos conflitos vividos durante as gravações. “Foram muitos embates! Muita canalização!”, afirmou.
A apresentadora perguntou então por que o ator havia associado Carminha à própria mãe. Cauã fez questão de ressaltar o afeto que sente por ela, mas explicou que algumas situações apresentadas na novela acabaram despertando sentimentos familiares.
“Eu amo a minha mãe! Adoro astrologia! Minha mãe era a minha maior fã! Mas o meu irmão, por exemplo, mais novo, não gostava de assistir! Mexia com a gente!”, contou.
Segundo Cauã, o impacto não terminou com o último capítulo. O ator procurou acompanhamento psicológico durante um período prolongado para elaborar o que havia vivido na produção.
“E eu fiz análise durante muito tempo pra resolver a novela após a novela. O maior sucesso da minha carreira até então. E um dos maiores sucessos (da TV). Mas, a Adriana ia em lugares que eu falava: ‘mano’. Dava até tremelique!”, admitiu.
