As centrais sindicais que discutem a reforma da Previdência com o governo interino sinalizaram que podem aceitar um projeto que aumente a idade mínima para aposentadoria dos novos entrantes no mercado de trabalho ou que inclua uma regra de transição que não prejudique a situação dos trabalhadores que já contribuem.
Mas Força Sindical e UGT (União Geral dos Trabalhadores) dizem que as discussões não avançarão sem uma contrapartida do Planalto em relação às propostas feitas há algumas semanas pelo movimento sindical para reequilibrar as contas do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), como a venda de ativos da Previdência e a tributação do agronegócio.
O presidente da Força, o deputado federal Paulo Pereira da Força (SD-SP), levou à reunião com o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, a proposta de criação de uma nova Previdência, que funcionaria em paralelo ao sistema atual e com regras vigentes à priori para aqueles que nasceram depois de 2001.
Nesse caso, o governo poderia inclusive estabelecer uma idade mínima superior à atual, já que não haveria comprometimento da situação daqueles que estão hoje no mercado. As novas regras, contudo, deveriam valer para todos, setor privado, público e para os militares, para que nenhum grupo fosse privilegiado.
