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Centrão acena a Lula e tentará manter cargos em novo governo

(Foto: Saulo Cruz/Agência Senado)

Após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), partidos do Centrão que embarcaram na candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições voltaram a se reaproximar do governo.

A vantagem de Flávio no primeiro turno estimulou o alinhamento de União Brasil, PP e Republicanos ao candidato do PL. O apoio abriu, ainda durante a campanha, negociações por cargos em um eventual governo bolsonarista.

Nos bastidores, porém, a escolha nem sempre correspondia à avaliação dos próprios dirigentes. Alguns presidentes de partido procuraram Lula antes de fechar com Flávio e, em conversas reservadas, admitiam considerar o petista melhor para o país.

No terceiro mandato, o União Brasil teve espaços em Turismo, Comunicações e Integração e Desenvolvimento Regional. O PP chegou ao Ministério do Esporte com André Fufuca, enquanto o Republicanos ocupou Portos e Aeroportos com Silvio Costa Filho, atualmente cotado para assumir a articulação política do Planalto.

O MDB ficou com Transportes, Cidades e Planejamento, ocupados inicialmente por Renan Filho, Jader Filho e Simone Tebet. Além da negociação por ministérios, o presidente terá de lidar com a eleição dos comandos da Câmara e do Senado, em uma provável aliança com Davi Alcolumbre e Hugo Motta.

A reaproximação com o Centrão servirá para Lula fortalecer a base em um Congresso mais à direita. O presidente precisará da base para aprovar o orçamento de 2027 e avançar com promessas eleitorais, como o transporte público gratuito aos fins de semana, o reajuste do Bolsa Família e a ampliação do Pé-de-Meia, que estarão entre os primeiros testes de Lula no Congresso.

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