A equipe do Lacen (Laboratório Central) do Rio Grande do Sul passou por um treinamento para uso de um extrator, equipamento destinado a exames de biologia molecular para detecção do coronavírus. Conforme o governo gaúcho, a previsão é de que a aquisição proporcione maior agilidade na liberação das cerca de 400 análises diárias feitas pela unidade, ao substituir uma tarefa que é manual.
Essa cedência se dá por meio do sistema de comodato (espécie de empréstimo) pelo governo federal à SES (Secretaria Estadual da Saúde). A utilização ainda depende de insumos específicos que devem ser enviados nos próximos dias.
O extrator é utilizado em uma das etapas iniciais da testagem das amostras de secreções de vias aéreas de casos suspeitos encaminhados ao Lacen (que já processou mais de 50 mil amostras desde o início da pandemia, em março). Esse material é levado ao aparelho para extração de material genético, por meio de uma sequência de reações químicas e mecânicas.
Até hoje, esses passos têm sido realizados pelo Laboratório de forma manual, levando até duas horas e meia, tempo que deve ser reduzido para menos de 30 minutos com a automatização. O passo seguinte é o encaminhamento das amostras a um segundo equipamento, denominado “RT-PCR”, que identifica o vírus.
A capacidade de testagem continuará em cerca de 400 exames por dia, mas com o diagnósticos mais rápidos agilizarão os resultados. Atualmente, o Lacen consegue liberá-los em até dois dias para 90% dos casos.
EPIs
A SES (Secretaria Estadual da Saúde) recebeu um lote de 12 mil EPIs (equipamentos de proteção individual), doado pela AMB (Associação Brasileira de Medicina) por meio da Amrigs (Associação Médica do Rio Grande do Sul). O objetivo é contribuir para ações de prevenção e combate à pandemia de coronavírus.
Ao todo, são 4 mil máscaras do tipo “PFF2” e 8 mil unidades de luvas de nitrilo, distribuídos em 4 mil kits com uma máscara e um par de luvas em cada conjunto. O governador gaúcho Eduardo Leite exaltou a iniciativa:
“Essa doação é de grande importância e, sem dúvida, ajudará quem atua na linha-de-frente [contra a pandemia]. Para quem comanda a gestão pública, é especialmente reconfortante a certeza de que não estamos sozinhos e de que há mobilização, solidariedade e espírito coletivo na sociedade”.
Todos os itens recebidos serão a sua destinação definida com base em levantamento realizado pelas equipes do órgão e da SES que participam do Comitê de Logística e Abastecimento, vinculado ao Gabinete de Crise e voltado ao atendendo de demandas geradas pela pandemia.
Hospitais
Na semana passada, cerca de 200 hospitais do Rio Grande do Sul receberam do Ministério da Saúde uma verba total de R$ 103 milhões para serviços à população por meio do SUS (Sistema Único de Saúde). Desse montante, quase 80% será destinado ao custeio de procedimentos de média e alta complexidade, inclusive na área de nefrologia.
Foram pagos na quinta-feira R$ 25 milhões em incentivos estaduais aos hospitais públicos e próprios do Estado. O valor é proveniente do Tesouro do Estado e garante a oferta de serviços como porta de entrada para urgência e emergência, plantões presenciais em especialidades prioritárias, atendimento a gestantes de alto risco e rede de atenção ao parto e saúde mental.
Com esses depósitos, o Executivo mantém a regularidade dos repasses na área da Saúde. De acordo com o Palácio Piratini, trata-se uma das prioridades desde o início da atual gestão do governador Eduardo Leite, iniciada em 2019.
(Marcello Campos)
