O presidente Luiz Inácio Lula da Silva publicou nas redes sociais uma nota em memória pelas vítimas do Holocausto na terça-feira, horas após o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) acusá-lo de antissemitismo. O petista disse ser preciso “recordar os horrores que a Humanidade é capaz de cometer contra o próprio ser humano”.
“(É preciso) lembrar que o autoritarismo, os discursos de ódio e o preconceito étnico e religioso foram as peças com as quais essa grande tragédia do século 20 foi construída”, disse Lula nesta terça, data de memória pelas vítimas do Holocausto.
Segundo o petista, este é “um dia de recordar os que perderam suas vidas e prestar solidariedade às milhões de famílias destruídas e ao sofrimento de todo um povo. Um dia de defesa dos Direitos Humanos, da convivência pacífica e das instituições democráticas, elementos fundamentais do mundo mais justo que queremos deixar para as próximas gerações”.
Mais cedo, Flávio criticou Lula durante participação em evento em Israel:
“Lula é antissemita. Isso não é um slogan, não é exagero. É baseado em suas ideias, seus conselheiros, suas palavras e suas ações”, afirmou Flávio durante participação na “Conferência Anual de Combate ao Antissemitismo”.
O parlamentar brasileiro afirmou que, em episódios recentes, Lula deixou de condenar o Hamas para atacar Israel e que o Brasil integra o grupo de países que apoiam o terrorismo. Também citou Celso Amorim, assessor-chefe da Assessoria Especial do presidente. “O principal responsável pela política internacional de Lula, seu maior conselheiro, Celso Amorim, escreveu o prefácio de um livro que aplaude o Hamas e o apresenta como um grupo político normal”, disse.
O entorno do senador trabalha para apresentar o giro no Oriente Médio como mais do que uma missão parlamentar. A leitura interna é de que se trata de um ensaio de política externa de um eventual governo federal, com foco em segurança, tecnologia e alinhamento com governos da direita internacional. As informações são do jornal O Globo.
