Ícone do site Jornal O Sul

Primeiro-ministro alemão pretende aumentar a produção de armas e pede que a China não arme a Rússia

(Foto: Reprodução)

A Alemanha quer aumentar amplamente sua capacidade de fabricação de munições e equipamentos militares para responder aos desafios de segurança após a invasão da Ucrânia pela Rússia, disse o chanceler alemão, Olaf Scholz, nesta quinta-feira (2).

“O governo está conversando com a indústria de defesa sobre um verdadeiro redirecionamento para aquisições rápidas, planejadas e eficazes de equipamento militar pela Bundeswehr [Forças Armadas da Alemanha] e outros exércitos europeus. O objetivo é criar uma base industrial no país que contribua para a garantia da paz e da liberdade na Europa”, disse Scholz ao Parlamento alemão.

“Precisamos da produção contínua de armas, equipamentos e munições essenciais. Isso requer contratos de longo prazo e avanços para desenvolver capacidades de fabricação”, disse o chefe do governo alemão.

Líderes europeus

Os líderes europeus prometeram acelerar o fornecimento de armas e munições ao presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky. As forças ucranianas vêm consumindo muito mais munição do que os estados membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) têm capacidade de produzir, disse a aliança recentemente.

No mesmo pronunciamento, Scholz fez um pedido para a China não enviar armas para apoiar a Rússia no conflito e, em vez disso, usar sua influência para pressionar Moscou a retirar suas tropas.

“Minha mensagem para Pequim é clara: use sua influência em Moscou para pedir a retirada das tropas russas”, disse, sob aplausos efusivos dos parlamentares. “E que não entregue nenhuma arma à agressora Rússia.”

Tensões elevadas

A China negou qualquer intenção de armar a Rússia, e um de seus diplomatas disse à ONU em 23 de fevereiro que enviar armas não traria paz, mas apenas acrescentaria mais “combustível ao fogo”.

A mensagem de Scholz a Pequim ocorre em um momento de tensões elevadas entre os EUA e a China, enquanto a Alemanha também está reavaliando que tipo de relacionamento que deseja ter com o país asiático, um mercado de exportação vital para produtos alemães. As informações são da agência de notícias AFP.

 

 

 

Sair da versão mobile