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Chega a 36 o número de mortos em protestos na Venezuela

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, tem sido orientado por dirigentes de países com os quais se identifica: em caso de aumento da crise, acuse as elites. (Foto: AFP)

O número de mortos nas manifestações contra o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, subiu para 36, após um policial ser baleado na madrugada desta quinta-feira (4) no Estado de Carabobo. Em Caracas, manifestantes que protestam no entorno da Universidade Central da Venezuela, a maior e mais antiga do país, foram reprimidos com gás lacrimogêneo por membros da Guarda Nacional Bolivariana. De acordo com o jornal El Nacional, há vários jovens feridos.

Os protestos se intensificaram após Maduro convocar uma Assembleia Nacional Constituinte para reformar a Carta Magna do país, feita em 1999 pelo ex-presidente morto Hugo Chavéz. Ao menos seis pessoas morreram desde o anúncio do processo constituinte na segunda-feira.

Em meio ao aumento da violência, estudantes universitários convocaram novos protestos em diversos pontos do país para esta quinta-feira contra o que consideram parte de um golpe de Estado de Maduro. O entorno da Universidade Central da Venezuela amanheceu rodeado por centenas de agentes das forças de segurança.

Na quarta-feira (3), foram registrados violentos confrontos entre policiais e manifestantes em diversos bairros do Leste da capital venezuelana, que deixaram dezenas de feridos e dois mortos. No total, os protestos já provocaram mais de 400 feridos e 1.708 detidos, dos quais 597 permanecem presos, segundo estimativas da ONG Foro Penal Venezuelano. (AG)

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