Os ex-ministros da Defesa da China Wei Fenghe e Li Shangfu foram ambos condenados à morte, com suspensão condicional da pena por dois anos, por acusações de corrupção, informou a agência de notícias estatal Xinhua nessa quinta-feira (7).
As Forças Armadas têm sido um dos principais alvos de uma ampla campanha anticorrupção ordenada pelo presidente Xi Jinping após sua ascensão ao poder em 2012.
Os expurgos atingiram a elite da Força de Foguetes, responsável por armas nucleares e mísseis convencionais, em 2023.
Campanha intensificada
No início deste ano, a campanha se intensificou ainda mais, resultando na destituição do general Zhang Youxia, chefe do Exército de Libertação Popular, membro do Politburo e considerado um aliado de Xi.
Reportagens anteriores da Xinhua afirmavam que Li era suspeito de receber “grandes somas de dinheiro” em subornos, além de subornar outras pessoas, e uma investigação concluiu que ele “não cumpriu com suas responsabilidades políticas” e “buscou benefícios pessoais para si e para outros”.
Uma investigação iniciada contra Wei em 2023 concluiu que ele havia aceitado “uma enorme quantia de dinheiro e bens valiosos” em subornos e “ajudado outros a obterem benefícios indevidos em negociações de pessoal”, informou a agência Xinhua em 2024, acrescentando que suas ações foram “extremamente graves, com um impacto altamente prejudicial e danos tremendos”.
Prisão perpétua
Na China, uma sentença de morte com possibilidade de suspensão condicional da pena é geralmente comutada para prisão perpétua se o condenado não cometer nenhum crime durante o período de suspensão.
Após a comutação, ele será preso perpetuamente, sem possibilidade de nova comutação ou liberdade condicional, afirmou a Xinhua.
Os expurgos em curso nas Forças Armadas da China por corrupção estão deixando sérias deficiências em sua estrutura de comando e provavelmente prejudicaram a prontidão de suas Forças Armadas, que estão se modernizando rapidamente, afirmou o Instituto Internacional de Estudos Estratégicos neste ano. As informações são da CNN.
