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China quer que as crianças só possam usar smartphones por duas horas ao dia; ações de empresas de tecnologia caem

Os provedores de serviços devem permitir que os pais optem por não cumprir os limites de tempo para seus filhos. (Foto: Pexels)

O órgão regulador da internet na China disse nessa quarta-feira (2) que crianças menores de 18 anos devem ficar limitadas a um máximo de duas horas por dia em seus smartphones, derrubando ações de empresas de tecnologia.

A Agência Chinesa do Ciberespaço disse que quer que os provedores de dispositivos inteligentes introduzam os chamados programas de modo menor, que impediriam usuários menores de 18 anos de acessar a internet em dispositivos móveis das 22h às 6h.

Os provedores também teriam que estabelecer limites de tempo sob as reformas propostas, disse a agência.

Usuários de 16 a 18 anos teriam permissão para duas horas por dia, crianças de 8 a 16 anos teriam uma hora, enquanto crianças menores de 8 anos teriam apenas oito minutos.

Mas a agência disse que os provedores de serviços devem permitir que os pais optem por não cumprir os limites de tempo para seus filhos.

Controle parental

Também será integrado um controle parental, pelo qual os pais poderão limitar o que os provedores de internet podem mostrar aos seus filhos.

Outro ponto interessante é que o projeto também determina que crianças de até 3 anos somente poderão ouvir áudios ou músicas com o celular. Maiores de 12 anos serão restritos a materiais educativos e notícias apropriadas para sua idade, além de serviços emergenciais.

A China já limita o uso de videogames por crianças a três horas por semana em dias úteis.

Ainda não está claro como o controle será feito, mas a Tencent já utiliza reconhecimento facial desde 2012 para impedir que crianças joguem após as 10 da noite na China. Além de empresas como Oppo e Xiaomi, a medida também deve afetar o Google e a Apple se for aprovada, pois todas terão que implementar formas de bloquear o acesso de crianças aos aparelhos.

Reação nos mercados

Os investidores não ficaram satisfeitos.

As ações de empresas de tecnologia chinesas caíram principalmente no pregão da tarde em Hong Kong, depois que a agência publicou seu projeto de diretrizes, que disse estar aberto ao feedback do público até 2 de setembro.

Bilibili e Kuaishou caíram 6,98% e 3,53%, respectivamente, enquanto a Tencent Holdings, que opera o aplicativo de rede social WeChat, fechou em queda de 2,99%.

Xia Hailong, advogado do escritório de advocacia Shanghai Shenlun, disse que as regras seriam uma dor de cabeça para as empresas de Internet. As informações são da agência de notícias Reuters e do site Tudo Celular.

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