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A CIA divulgou mais de 470 mil arquivos sobre Osama bin Laden

Segundo comunicado da CIA, os novos arquivos liberados incluem mais de 18 mil documentos escritos, incluindo seu diário pessoal, 79 mil arquivos de áudio e de imagem e mais de 10 mil arquivos de vídeo. (Foto: Reprodução)

A CIA, a agência central de inteligência norte-americana, revelou nessa quarta-feira um vasto arquivo de documentos e vídeos apreendidos em 2011 na invasão americana a um complexo paquistanês em que matou o líder da Al Qaeda, Osama bin Laden. Investigadores de um “think tank” de Washington que tiveram acesso prioritário ao novo dossiê disseram que o arquivo inclui o vídeo de casamento do filho de Bin Laden e diários deixados pelo militante saudita.

“A revelação de hoje dá a oportunidade ao povo americano de obter mais informações sobre os planos e trabalhos dessa organização terrorista”, afirmou o diretor da CIA, Mike Pompeo.

A CIA disponibilizou on-line 470 mil arquivos adicionais apreendidos em maio de 2011, quando os SEALs – força de elite da Marinha americana – invadiram o complexo em Abbottabad e mataram o líder da rede errorista Al Qaeda.

Segundo comunicado da CIA, os novos arquivos liberados incluem mais de 18 mil documentos escritos, incluindo seu diário pessoal, 79 mil arquivos de áudio e de imagem e mais de 10 mil arquivos de vídeo.

O material pode ser acessado em uma página do próprio site da CIA, em inglês.

De acordo com Thomas Joscelyn e Bill Roggio, acadêmicos da Fundação pela Defesa da Democracia que tiveram a permissão para estudar os arquivos antes de serem tornados públicos, isso fornece novas informações.

“Esses documentos ajudarão a preencher alguns espaços em branco que ainda temos sobre a liderança da Al Qaeda”, disse Roggio.

A inclusão do vídeo de casamento de Hamza Bin Laden, por exemplo, mostra ao mundo a primeira imagem do filho favorito de Bin Laden como adulto, em uma gravação aparentemente feita no Irã.

Um dos documentos, supostamente escrito por um proeminente membro da Al-Qaeda, detalha a existência de um acordo com o Irã: a organização terrorista atacaria os interesses dos EUA na “Arábia Saudita e no Golfo [Pérsico]”, recebendo em troca “dinheiro” e “armas” e oferecendo-lhes “treinamento nos campos do Hezbollah no Líbano”.

Recentemente, o presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a bater na tecla de que Teerã fomenta e apoia o terrorismo no Oriente Médio, o que o governo iraniano refutou veementemente, em um acirramento das relações entre os dois países.

O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, disse nesta quarta-feira ao presidente russo, Vladimir Putin, que Teerã e Moscou precisam aumentar cooperação para isolar os Estados Unidos e ajudar a estabilizar o Oriente Médio, relatou a TV estatal.

 O Irã e a Rússia são os principais aliados do presidente sírio, Bashar al-Assad, enquanto Estados Unidos, Turquia e a maior parte dos Estados árabes apoiam grupos rebeldes que lutam para derrubá-lo.

Putin se encontrou com líderes políticos iranianos em um esforço para estimular uma fortalecida relação calorosa desde que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou recentemente abandonar o acordo nuclear internacional com o Irã alcançado em 2015.

“Nossa cooperação pode isolar a América… O fracasso de terroristas apoiados pelos EUA na Síria não pode ser negado, mas americanos continuam seus planos”, disse Khamenei a Putin, de acordo com a TV estatal iraniana.

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