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Cientista brasileira desvenda mistério da relação entre o tamanho do cérebro e horas de sono

Neurocientista Suzana Herculano-Houzel. (Crédito: Reprodução)

Enquanto um elefante fica 21 horas por dia acordado, por exemplo, um morcego faz o contrário e passa até 20 horas dormindo. Por sua vez, as girafas são praticamente insones pelos padrões humanos: dormem quatro horas por dia no máximo. Já os camundongos dormem praticamente todo o tempo.

Mas o que ninguém conseguia explicar até hoje é o que exatamente determina essa diferença tão grande. Um novo estudo, publicado no periódico científico Proceedings of the Royal Society B pela neurocientista brasileira Suzana Herculano-Houzel, propõe uma explicação surpreendente sobre o assunto. A quantidade de sono seria proporcional à concentração de neurônios no cérebro. Ou seja, quanto maior a densidade de células nervosas, é necessário passar mais tempo dormindo.

“A função do sono já estava bem estabelecida, mas esta é a primeira vez que conseguimos uma explicação razoável e que possa ser testada sobre necessidades tão diferentes de sono”, constatou Suzana.

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