Segunda-feira, 25 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 9 de março de 2016
Em abril de 2015, o virologista Gubio Soares Santos descobriu – ao lado da também virologista Silvia Inês Sardi e com a colaboração do infectologista Antonio Bandeira – que o zika vírus tinha chegado ao Brasil. Pesquisadores do Laboratório de Virologia do UFBA (Instituto de Ciências da Saúde da Universidade Federal da Bahia), eles sofrem com a falta de recursos para prosseguir as pesquisas sobre o vírus que tem sido cada vez mais fortemente associado à microcefalia e à síndrome de Guillain-Barré.
“Não tem dinheiro para pesquisa. Nem para consertar um freezer de 80ºC negativos, que queimou depois de uma queda de energia no laboratório, temos recurso”, disse Santos. Ele critica o fato de, mesmo em uma situação de emergência em saúde pública como a que o País enfrenta, não haver um canal direto para solicitar recursos para pesquisa sobre o tema no Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. “O governo não está investindo recursos e não temos a quem recorrer.”
Uma das linhas de pesquisa que seu grupo gostaria de seguir diz respeito ao vetor da zika. “Estamos acusando o Aedes aegypti porque zika e dengue são da mesma família, mas ainda faltam provas científicas no Brasil”, afirmou. Outra seria estudar outras formas de transmissão, como a sexual e a possibilidade de infecção pela saliva. “Podemos encontrar o vírus em secreções, mas não significa que é possível contaminar dessa forma, é preciso investigar.” (AG)
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