Se os humanos têm o objetivo de visitar Marte, será necessário encontrar maneiras de produzir recursos cruciais para a vida enquanto estiverem lá como é o caso do oxigênio.
Para ajudar nisso, um novo estudo liderado por Pralay Gayen, da Universidade de Washington, testa um dispositivo que pode explorar o perclorato de sódio, um tipo de sal que acredita-se existir em solo marciano. O que essa criação faz é dividir a água presente nesse elemento, produzindo oxigênio puro e hidrogênio.
Para testar se essa ideia é viável, os pesquisadores construíram um dispositivo de eletrólise que funcionou em condições semelhantes às de Marte. Por meio de uma reação química, a salmoura de dentro do dispositivo fluía por todo o corpo da criação e se dividia em oxigênio puro no lado do ânodo e hidrogênio no lado do cátodo.
O aparelho conseguiu produzir cerca de 25 vezes mais oxigênio do que sua contraparte, batizada de Moxie, e que foi criada para a missão Mars 2020 com o mesmo objetivo. Se os humanos têm o objetivo de visitar Marte, será necessário encontrar maneiras de produzir recursos cruciais para a vida enquanto estiverem lá como é o caso do oxigênio.
Para ajudar nisso, um novo estudo liderado por Pralay Gayen, da Universidade de Washington, testa um dispositivo que pode explorar o perclorato de sódio, um tipo de sal que acredita-se existir em solo marciano. O que essa criação faz é dividir a água presente nesse elemento, produzindo oxigênio puro e hidrogênio.
Para testar se essa ideia é viável, os pesquisadores construíram um dispositivo de eletrólise que funcionou em condições semelhantes às de Marte. Por meio de uma reação química, a salmoura de dentro do dispositivo fluía por todo o corpo da criação e se dividia em oxigênio puro no lado do ânodo e hidrogênio no lado do cátodo.
O aparelho conseguiu produzir cerca de 25 vezes mais oxigênio do que sua contraparte, batizada de Moxie, e que foi criada para a missão Mars 2020 com o mesmo objetivo. Mais testes devem ser feitos para garantir que o aparelho pode resistir por longos prazos, sem que seu desempenho seja degradado com o tempo. O que nos resta é aguardar para ver se essa será uma forma plausível para produção de oxigênio em Marte.
Local
Cientistas da Universidade Estadual de Nova Jérsei, nos Estados Unidos, apontam que, se existir vida em Marte, um lugar em específico seria o melhor lugar para ela.
“Mesmo se gases do efeito estufa, como o dióxido de carbono e a água em vapor, estavam presentes no começo da atmosfera marciana em simulações em computadores, os modelos climáticos ainda têm problemas em considerar um planeta Marte quente e úmido”, afirmou o autor do estudo, Lujendra Ojha. Segundo os pesquisadores, o melhor lugar para morar em Marte não estava onde os rovers podem ver, mas sim muito mais abaixo.
A Universidade Estadual de Nova Jérsei está tentando refutar o paradoxo conhecido como o paradoxo do jovem Sol fraco. Nele é afirmado que, há cerca de 4 bilhões de anos, o Sol tinha uma presença muito mais fraca no Sistema Solar, o que contribuía para o clima de Marte ser congelante. Apesar disso, a superfície de Marte apresenta diversos indicadores geológicos de água em ambundância muito antes disso, de 4,1 bilhões de anos a 3,7 bilhões de anos atrás. É esse o paradoxo: a contradição entre a geologia e os modelos climáticos.
O estudo indica que, em planetas rochosos como Marte, Vênus, Mercúrio e na própria Terra, elementos como tório e potássio podem gerar calor quando passam por uma desintegração radioactiva — em um cenário como esse, a água líquida pode ser gerada por um derretimento no fundo do gelo, mesmo se o Sol realmente fosse mais fraco do que é hoje em dia.
Na Terra, por exemplo, o calor geotérmico causa lagos subglaciais em lugares da Antártica, Groelândia e do Ártico Canadense. A teoria é que uma situação parecida aconteceu em Marte no começo de sua existência.
