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Cientistas descobrem que colesterol “bom” pode algumas vezes ser ruim

Segunda Rita Bassi, presidente da Oliva, números expressam importância do produto para o consumidor. (Foto: Reprodução)

O chamado colesterol “bom” pode aumentar os riscos de ataque do coração em algumas pessoas, disseram pesquisadores em uma descoberta que lança novas dúvidas sobre drogas fabricadas para aumentá-lo.

O colesterol HDL (lipoproteína de alta densidade) é geralmente associado com riscos reduzidos para o coração, uma vez que ele costuma compensar os efeitos de obstrução de artérias ligados à forma de LDL (lipoproteína de baixa densidade).

No entanto, algumas pessoas têm uma rara mutação genética que leva a um alto nível de HDL no corpo, e esse grupo, paradoxalmente, apresenta um risco maior para doenças do coração, relataram cientistas no periódico americano Science.

Riscos.

“Os nossos resultados indicam que algumas causas de HDL elevado na verdade aumentam os riscos de doenças do coração”, afirmou o pesquisador Daniel Rader, da Universidade da Pensilvânia (EUA). “Essa é a primeira demonstração de uma mutação genética que aumenta o HDL, mas amplia o risco de doenças do coração.”

Os cientistas descobriram que pessoas com a mutação apresentam um risco relativo maior de ter doenças coronárias, quase o equivalente ao risco causado por fumo.

A descoberta pode ajudar a explicar por que drogas para aumentar o HDL não conseguiram até agora resultar nos benefícios esperados em testes clínicos. Peter Weissberg, diretor-médico da Fundação do Coração Britânica, que apoiou o estudo, afirmou que a nova pesquisa lança luz sobre um grande enigma e poderia abrir novas fronteiras para a medicina a longo prazo.

Alimentos.

Outros estudos dizem que alguns alimentos são considerados “amigos” do HDL e poderiam contribuir para a proteção das doenças cardíacas e redução do colesterol.

Salmão, atum, sardinha, castanha-do-pará, amêndoas, nozes, farinha de aveia, linhaça dourada, chia, frutas vermelhas e roxas, azeite de oliva extravirgem e chocolate amargo com 70% de cacau são exemplos de alimentos que colaboram com a eliminação do excesso de colesterol.

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