Além de estar preso por ter sido acusado de estuprar uma jovem de 23 anos na Espanha, o brasileiro Daniel Alves, que recebeu uma ajuda financeira do compatriota Neymar, tem outros problemas na justiça, desta vez no Brasil, para se preocupar. Segundo o portal de notícias UOL, o seu patrimônio está em jogo com bloqueio nas contas e cobranças de bancos.
Tudo começou em agosto do ano passado, quando Daniel Alves virou alvo de uma ação por não pagamento de pensão alimentícia. Dinorah Santana, ex-mulher de Daniel, acionou a Justiça no Rio, cobrando do brasileiro R$ 13 milhões em pensão devida desde 2022 aos dois filhos, Daniel e Vitória.
Essa movimentação bloqueou cerca de R$ 7 milhões das contas bancárias do ex-atleta, além de 30% do que Daniel Alves recebe do São Paulo pelo acordo para o pagamento dos salários atrasados – Após a rescisão, em setembro de 2021, a diretoria tricolor se comprometeu a pagar 60 parcelas de pouco mais de R$ 400 mil por mês, totalizando cerca de R$ 24 milhões.
No entanto, ainda de acordo com a reportagem do UOL, esse bloqueio de valores não é o único problema judicial para Daniel Alves no Brasil. Isso porque ele também é alvo de uma cobrança de R$ 550 mil do Banco Safra, por um empréstimo feito a uma de suas empresas, que ocasionou uma busca e bloqueio em suas contas, onde foram encontrados R$ 77 mil.
Daniel Alves também abriu um processo contra um ex-sócio pedindo a devolução de R$ 3 milhões dos seus bens que compõem seu patrimônio. De acordo com o brasileiro, esse montante estariam em posse do acusado. Essa ação, no entanto, não caminhou, até o momento, já que Daniel alegou não ter condições de arcar com os custos processuais.
O juiz responsável pelo caso também considerou que não foram apresentadas evidências suficientes para isentar Daniel Alves do pagamento dos valores, segundo a reportagem do portal de notícias UOL.
Daniel Alves completa no próximo dia 20 um ano preso na Espanha sob a acusação de agredir sexualmente uma mulher de 23 anos em uma boate de Barcelona. O brasileiro alega inocência e afirma que a relação sexual foi consensual. A pena para este tipo de crime no país é de até 12 anos de reclusão. A Justiça espanhola marcou o julgamento do atleta para ocorrer neste mês. As informações são do jornal O Globo.
